Condenado em 2ª instância, Garotinho mantém campanha

O ex-governador do Rio de Janeiro havia sido condenado em primeira instância a dois anos e seis meses de prisão, por formação de quadrilha

abio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasilabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

atualizado 06/09/2018 9:46

Um dia após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) a quatro anos e seis meses de prisão por formação de quadrilha, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (atualmente no PRP), que concorre novamente ao Executivo estadual, realizou ato de campanha para reafirmar sua permanência como candidato. Por ter sido condenado por um órgão colegiado, ele pode ser considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Garotinho reuniu líderes de partidos integrantes de sua coligação (o grupo conta ainda com o PMB, PTC, Patriota e PRB) na sede do PRB, em Benfica, na zona norte do Rio. Após o encontro, ele disse mais uma vez que tentará irá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar derrubar a decisão do TRF-2.

“A decisão tem pelo menos 15 nulidades já detectadas pelos meus advogados. Nós vamos recorrer, e temos absoluta convicção de que, na Justiça apropriada, nós vamos reverter o caso”, disse o ex-governador do estado fluminense. Na sequência, ele afirmou que “continuo candidato”. “Até porque seria um absurdo, eu quero tirar essa facção criminosa presente no poder, comandada pelo PMDB (sic), chegar agora e desistir.”

“Reunião”
Chamado de “reunião”, o ato convocado por Garotinho, na verdade, foi um comício para seus correligionários. Cerca de 200 militantes lotaram o auditório do diretório do PRB. O ex-governador discursou por 55 minutos e, em sua fala, reafirmou ser inocente. Segundo Garotinho, ele está sendo perseguido por adversários políticos. Garotinho afirmou ainda que sabia da sentença do TRF-2 antes mesmo de ela ser proferida.

Garotinho havia sido condenado em primeira instância a dois anos e seis meses de prisão, em regime aberto, por formação de quadrilha. O ex-governador recorreu da sentença, que acabou ampliada no julgamento do TRF-2 realizado na terça-feira (4/9). Com a decisão unânime (3 votos a 0), não cabem mais recursos para mudar a pena. De acordo com o TRF-2, um ofício será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio e para o Ministério Público Eleitoral sobre a situação do político.

Na avaliação de seus advogados, Garotinho não está inelegível porque o pedido de impugnação da candidatura deveria ter sido feito, no máximo, cinco dias após o registro – o que já ocorreu. Desse modo, acrescentam eles, o ex-governador estaria inelegível apenas para eleições futuras.

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