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Justiça

Boulos e mais dois viram réus em caso de invasão ao tríplex no Guarujá

Os réus, todos participantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, são acusados de entrar no apartamento em 2018, época da prisão de Lula

26/02/2021 11:22, atualizado 26/02/2021 21:31
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Guilherme Boulos (PSOL), candidato à prefeitura de São Paulo, durante coletiva de imprensa sobre as alianças partidárias 1

A Justiça Federal recebeu a denúncia contra Guilherme Boulos (PSol) e mais duas pessoas. Eles são acusados de invasão ao tríplex do Guarujá, em São Paulo. Agora, o político é réu por causa do ato, ocorrido em abril de 2018, como protesto à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão de receber a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi tomada pela juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos (SP).

Em despacho publicado nessa quinta-feira (25/2), Taubemblatt afirma que a acusação do Ministério Público “veio acompanhada de peças informativas que demonstram a existência de justa causa para a persecução penal”.

Boulos e mais dois viram réus em caso de invasão ao tríplex no Guarujá - destaque galeria
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Ele é acusado de invasão ao tríplex no Guarujá, em São Paulo
O caso aconteceu em 2018
Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST
Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST
Boulos e mais dois viram réus em caso de invasão ao tríplex no Guarujá - imagem 6
Ex-presidenciável Guilherme Boulos aparece na varanda e agradece a apoiadores.
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Ex-presidenciável Guilherme Boulos aparece na varanda e agradece a apoiadores.

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ele é acusado de invasão ao tríplex no Guarujá, em São Paulo
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Ele é acusado de invasão ao tríplex no Guarujá, em São Paulo

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O caso aconteceu em 2018
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O caso aconteceu em 2018

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Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST
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Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST

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Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST
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Guilherme Boulos (PSol), líder do MTST

Fábio Vieira/Especial Metrópoles
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Bruno Cirillo/Especial Metrópoles
Ele perdeu o segundo turno das eleições municipais de 2020 para Bruno Covas
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Ele perdeu o segundo turno das eleições municipais de 2020 para Bruno Covas

SP - LAVA JATO/TRIPLO X - POLÍTICA - Fachada do Edifício Solaris, no bairro de Astúrias, no Guarujá (SP), onde a família do   ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido dona de um tríplex, o 164-A.  A nova   fase da operação Lava Jato, denominada Triplo X, busca em "testas-de-ferro" dados sobre os verdadeiros donos de imóveis no prédio.    28/01/2016 - Foto: MAURICIO DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO
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SP - LAVA JATO/TRIPLO X - POLÍTICA - Fachada do Edifício Solaris, no bairro de Astúrias, no Guarujá (SP), onde a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido dona de um tríplex, o 164-A. A nova fase da operação Lava Jato, denominada Triplo X, busca em "testas-de-ferro" dados sobre os verdadeiros donos de imóveis no prédio. 28/01/2016 - Foto: MAURICIO DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

MAURICIO DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ela ainda deu 10 dias para que Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), e os outros dois réus – Anderson Dalecio e Andreia Barbosa da Silva, ambos do MTST – oferecerem resposta à acusação por escrito.

Segundo o MPF, eles teriam cometido o crime de “destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção”, como indica o artigo 346 do Código Penal. A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.

Uma quarta pessoa foi absolvida sumariamente porque conseguiu comprovar que não estava no Guarujá no dia da invasão ao tríplex.

Em nota divulgada à imprensa, a equipe de Guilherme Boulos afirma que a denúncia do MPF é a “nova farsa do triplex”. Diz, ainda, que considera a denúncia “absurda, e que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista”.

Veja a nota na íntegra:

“Fomos informados na noite de quinta-feira [25] sobre o recebimento da acusação apresentada pelo Ministério Público Federal contra Guilherme Boulos e outros dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto pela Justiça Federal.

Para Boulos, a acusação feita pelo MPF é a nova farsa do triplex. A decisão de agora mostra, mais uma vez, a Justiça Federal sendo conivente com as atrocidades promovidas no âmbito da Lava Jato, que estão novamente em evidência com a divulgação de mais conversas comprometedoras entre procuradores.

Os advogados que acompanham o caso consideram a denúncia absurda e afirmam que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista. Há certeza de que Boulos não praticou nenhum crime e também convicção da inocência dos militantes do MTST, já expressa na recusa, por reiteradas vezes, de ofertas de acordo do Ministério Público e no pedido de julgamento antecipado do caso – que não foi atendido”.

Entenda

O protesto do MTST aconteceu nove dias após o ex-presidente Lula se entregar para a Polícia Federal em São Bernardo do Campo (SP) e ser encaminhado para Curitiba (PR). Cerca de 50 pessoas ocuparam o imóvel.

Os manifestantes só desocuparam o apartamento após negociação com a Polícia Militar. A ocupação durou cerca de quatro horas.