Augusto Aras: "PGR não admite que governos espionem opositores políticos"
Apesar das declarações, o PGR defendeu que o STF negue ação que pede a suspensão do suposto relatório feito pelo Ministério da Justiça

Durante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (19/8), o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que o Ministério Público “não admite que governos espionem opositores políticos”.
A frase foi dita em julgamento no qual o colegiado analisa a possibilidade de suspender o suposto “dossiê antifascista”, que teria sido elaborado pelo Ministério da Justiça, contra servidores opositores ao governo de Jair Bolsonaro.
A ação, protocolada pela Rede Sustentabilidade, alega violação à liberdade de expressão pelos atos do MJ, que, “sob o pretexto de supostamente protegerem a segurança nacional, colocam em risco a livre manifestação de ideias”.
Ao analisar o conteúdo dos relatórios de inteligência, que estão sob sigilo, o procurador-geral disse que “o Estado brasileiro é plural, e não total, razão pela qual não se deve admitir que cidadãos sejam vigiados apenas por discordarem de quem quer que seja”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApesar das declarações, Aras defendeu que o STF negue a ação. Para o PGR, é “preciso fazer uma distinção fundamental entre as atividades de inteligência e as de investigação”.
















