Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Justiça marca julgamento de PM que pisou no pescoço de mulher em SP

Câmera flagrou momento em que dona de bar foi agredida por soldado, agora acusado por quatro crimes. Caso ocorreu em 30 de maio de 2020

30/05/2022 10:01
reprodução/ TV Globo
Justiça marca julgamento de PM que pisou no pescoço de mulher em SP

A Justiça Militar de São Paulo marcou o julgamento do soldado João Paulo Servato para o dia 19 de julho deste ano. Ele é acusado de quatro crimes após ter sido flagrado em uma filmagem pisando no pescoço de uma mulher negra, durante uma abordagem em Palheiros, Zona Sul de São Paulo, há dois anos, em 30 de maio de 2020.

O militar é acusado de falsidade ideológica, inobservância de regulamento, lesão corporal e abuso de autoridade, esses crimes são julgados por um tribunal militar. O outro policial que estava no momento da abordagem, o cabo Ricardo de Morais Lopes, é acusado de falsidade ideológica e inobservância de regulamentos.

Veja o vídeo:

A mulher negra agredida tinha 51 anos na época do crime e era dona de um bar, que passava por uma fiscalização da PM, já que o estabelecimento estava aberto, o que descumpria normas da época para evitar a propagação da Covid-19. Na época, o então governador João Doria (PSDB) criticou a ação dos militares e afastou os envolvidos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A defesa dos policiais disse para a Globo News que os réus atuaram em legítima defesa, pois teriam sido agredidos e que estavam dentro da legalidade, no cumprimento do dever. O caso foi revelado no Fantástico na mesma época da morte do norte-americano George Floyd, morto depois de ser pisado no pescoço por um policial branco.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.