Doria diz que vídeo de mulher pisoteada causa repulsa. PMs são afastados

Segundo o governador de São Paulo, é "inaceitável a conduta de violência desnecessária de alguns policiais"

atualizado 13/07/2020 11:00

Reprodução/TV Globo

Os policiais militares que aparecem no vídeo pisando no pescoço de uma mulher negra, em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, foram afastados. Em perfil do Twitter, o governador do estado, João Doria (PSDB), comentou o caso e disse que as “cenas causam repulsa”.

Segundo o tucano, é “inaceitável a conduta de violência desnecessária de alguns policiais”.

A vítima é uma comerciante de 51 anos, viúva, que tem cinco filhos e dois netos. Na ocasião, os agentes abordavam um grupo de pessoas em bares e restaurantes que estavam proibidos de abrir na capital. O estabelecimento da mulher, que não teve a identidade revelada, estava aberto. Um cliente que havia parado o carro com som alto na frente do bar estava incomodando os vizinhos do local e, por isso, a polícia foi chamada.

A vítima relatou ao G1 que pediu ao motorista para abaixar o som e, ao sair, viu um carro policial parado. Um dos agentes, segundo ela, estava agredindo um amigo dela. “Eu pedi para o policial não bater mais nele, que já estava desfalecido, deitado no chão, e o PM sobre o rosto dele.”

“Ele me empurrou na grade do bar, me deu três socos e uma rasteira para me derrubar. Quebrou minha tíbia. Ele ficou pisando no meu pescoço com meu rosto encostado no chão. Me bateu, e quanto mais eu me debatia mais ele apertava a botina no meu pescoço”, afirmou a comerciante.

Depois disso, já algemada, a mulher foi arrastada pelo asfalto até a calçada. Ela contou que desmaiou quatro vezes durante o ato dos PMs. Os agentes disseram a amigos dela que precisaram agir, pois ela os ameaçou com uma barra de ferro, como consta no boletim de ocorrência.

O caso foi registrado contra a comerciante como desacato, lesão corporal, desobediência e resistência. A vítima foi levada para o hospital com ferimentos no corpo, além de uma perna quebrada. Após ser atendida, a viúva ficou presa um dia na delegacia. Depois de ser solta, passou por uma cirurgia na perna e precisou levar 16 pontos.

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