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Justiça determina que Renan Santos apague post com ataques a indígenas

Justiça Federal do Pará acatou parcialmente pedido do Ministério Público Federal (MPF) contra o candidato à Presidência Renan Santos

27/08/2026 18:04, atualizado 27/08/2026 18:10
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Justiça determina que Renan Santos apague post com ataques a indígenas

A Justiça Federal do Pará determinou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) remova, no prazo de cinco dias, a publicação em suas redes sociais contendo ofensas e discurso de ódio, segundo o Ministério Público Federal (MPF), contra comunidades indígenas do Baixo Tapajós. A decisão é da última terça-feira (25/8), a qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade.

“Defiro parcialmente o pedido de tutela provisória de urgência de natureza antecipada para determinar aos réus a remoção, no prazo de 5 dias, das publicações e vídeos apontados na exordial e veiculados nos perfis @renansantosmbl e @mblivre na plataforma Instagram”, determinou a Justiça.

Em caso de descumprimento da ordem de remoção do vídeo no perfil de Renan Santos, foi fixada uma multa diária de R$ 5 mil. Até então, o vídeo segue no ar.

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O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos
Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos
Renan chama fim da escala 6x1 de “populista” e defende jornada de 44 horas
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos
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Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos (Missão)
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A decisão é fruto de uma ação de R$ 500 mil proposta pelo MPF. O órgão acusa Renan de realizar ataques contra 14 etnias indígenas da região no contexto de protestos ocorridos em janeiro de 2026 no terminal portuário da Cargill, em Santarém (PA).

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De acordo com o MPF, Renan Santos gravou vídeos chamando os indígenas de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros”, além de afirmar que eles viveriam de “mamata” sustentada pela Funai.

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O MPF também apontou que as postagens ironizavam traços fisionômicos dos manifestantes e questionavam a própria legitimidade étnica das comunidades locais, afirmando que iria acabar com a “farra de qualquer um falar que é índio”.

Apesar de ordenar a exclusão das postagens ofensivas já existentes, a Justiça negou o pedido do MPF para proibir preventivamente Renan Santos e o MBL de publicarem novos conteúdos do mesmo teor. A Corte justificou que essa proibição abstrata configuraria censura prévia, prática expressamente proibida pela Constituição Federal.

O Metrópoles entrou em contato com a equipe do candidato Renan Santos, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.