
Justiça determina que Renan Santos apague post com ataques a indígenas
Justiça Federal do Pará acatou parcialmente pedido do Ministério Público Federal (MPF) contra o candidato à Presidência Renan Santos

A Justiça Federal do Pará determinou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) remova, no prazo de cinco dias, a publicação em suas redes sociais contendo ofensas e discurso de ódio, segundo o Ministério Público Federal (MPF), contra comunidades indígenas do Baixo Tapajós. A decisão é da última terça-feira (25/8), a qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade.
“Defiro parcialmente o pedido de tutela provisória de urgência de natureza antecipada para determinar aos réus a remoção, no prazo de 5 dias, das publicações e vídeos apontados na exordial e veiculados nos perfis @renansantosmbl e @mblivre na plataforma Instagram”, determinou a Justiça.
Em caso de descumprimento da ordem de remoção do vídeo no perfil de Renan Santos, foi fixada uma multa diária de R$ 5 mil. Até então, o vídeo segue no ar.
A decisão é fruto de uma ação de R$ 500 mil proposta pelo MPF. O órgão acusa Renan de realizar ataques contra 14 etnias indígenas da região no contexto de protestos ocorridos em janeiro de 2026 no terminal portuário da Cargill, em Santarém (PA).

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Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com o MPF, Renan Santos gravou vídeos chamando os indígenas de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros”, além de afirmar que eles viveriam de “mamata” sustentada pela Funai.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO MPF também apontou que as postagens ironizavam traços fisionômicos dos manifestantes e questionavam a própria legitimidade étnica das comunidades locais, afirmando que iria acabar com a “farra de qualquer um falar que é índio”.
Apesar de ordenar a exclusão das postagens ofensivas já existentes, a Justiça negou o pedido do MPF para proibir preventivamente Renan Santos e o MBL de publicarem novos conteúdos do mesmo teor. A Corte justificou que essa proibição abstrata configuraria censura prévia, prática expressamente proibida pela Constituição Federal.
O Metrópoles entrou em contato com a equipe do candidato Renan Santos, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.















