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Brasil

Julgamento do "Faraó dos bitcoins" é remarcado para fevereiro de 2027

O processo no qual Glaidson será julgado envolve acusações de homicídio e tentativa de homicídio contra concorrentes no mercado de bitcoin

02/09/2026 10:39, atualizado 02/09/2026 10:46
Reprodução/Internet
Julgamento do “Faraó dos bitcoins” é remarcado para fevereiro de 2027

Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos bitcoins”, teve o julgamento remarcado para 25 de fevereiro de 2027. O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pediu o adiamento da sessão que julgará o réu por envolvimento em homicídio e tentativa de homicídio. Estava marcado para esta quarta (2/9).

Além de réu nestes crimes, Glaidson é apontado como líder do grupo empresarial “Faraó dos Bitcoins”. O conglomerado era ligado a um esquema bilionário de captação ilegal de investimentos em criptoativos, que movimentou mais de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 404 milhões identificados como recursos ilícitos.

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O processo no qual Glaidson será julgado envolve acusações de homicídio contra o jovem trader Wesley Pessano, de 19 anos, e da tentativa de homicídio contra o investidor Nilson Alves da Silva. Ambos os crimes ocorreram em 2021.

Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Glaidson tem envolvimento direto nos crimes, pois teria mandado matar os dois homens.

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Segundo a denúncia, o acusado estruturou uma milícia particular encarregada de assassinar concorrentes do mercado de bitcoin que pudessem atrair clientes que estavam em seu esquema de pirâmide financeira.

O julgamento de Glaidson, no fim de fevereiro de 2027, será em júri popular para decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.

Acusações contra Glaidson

O caso em torno do grupo empresarial “Faraó dos Bitcoins” conquistou repercussão nacional devido a série de crimes que Glaidson estava envolvido. À época, em 2021, ele foi preso durante a Operação Kriptos da PF.

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Glaidson foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de liderar o “Faraó dos Bitcoins”, responsável por um milionário esquema de pirâmide financeira iniciado em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, a PF calculou que ao menos 300 mil pessoas investiram na GAS Consultoria, empresa de Glaidson, esperando um retorno de 10% ao mês.

A Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) apontam que foram movimentados pelo menos R$ 38 bilhões pelo grupo de Glaidson.