Mirelle Pinheiro

Golpe com cripto movimenta R$ 2,7 bilhões e vira alvo da PF no DF. Veja vídeo

O grupo, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 404 milhões foram identificados como recursos ilícitos

atualizado

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Golpe com cripto movimenta R$ 2,7 bilhões e vira alvo da PF no DF
1 de 1 Golpe com cripto movimenta R$ 2,7 bilhões e vira alvo da PF no DF - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (9/12) a Operação Kryptolaundry, com objetivo de desarticular esquema de captação ilegal de investimentos e lavagem de dinheiro envolvendo criptoativos no Distrito Federal. O grupo, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 404 milhões foram identificados como recursos ilícitos.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e nove prisões preventivas, alcançando 45 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas. Até a última atualização da reportagem, seis pessoas haviam sido presas no DF e duas na Espanha.

O núcleo empresarial estruturado pela quadrilha criava e controlava dezenas de companhias de fachada usadas para pulverizar valores, ocultar patrimônio e adquirir bens de alto valor. A coluna apurou, com exclusividade, que o grupo tem ligação com Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 685 milhões em contas bancárias, além do sequestro de propriedades urbanas e rurais, incluindo empreendimentos comerciais, fazendas e imóveis de luxo.

As apurações mostram que o grupo atuava com forte aparência de legalidade, oferecendo “investimentos seguros” em criptoativos, com promessas de rentabilidade elevada. Para atrair investidores, utilizava contratos bem elaborados e eventos presenciais de apresentação, além de intensa propaganda em redes sociais.

No entanto, a PF identificou que parte expressiva dos recursos era desviada para enriquecimento dos líderes do esquema, que recorriam a criptomoedas para tentar dificultar o rastreamento.

Os investigados poderão responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e outros crimes conexos.

A operação marca mais um avanço da PF no rastreamento de capitais ilícitos movimentados por meio de ativos digitais, área que tem sido priorizada pelo órgão pela alta complexidade dos crimes e pelo impacto econômico causado às vítimas.

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