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Brasil

Jovem sofre com tragédia: “Triste ver onde cresci estar destruído”

Moradores do Morro da Oficina, em Petrópolis, relatam o drama após tragédia. Jovens buscam pertences e ajudam a procurar vítimas

17/02/2022 08:26, atualizado 17/02/2022 09:51
Giulia Ventura/Metrópoles
Alef Matheus, de 22 anos, morador do Morro da Oficina, em Petrópolis (RJ)

Rio de Janeiro – Um dia após a tragédia no Morro da Oficina, no Alto da Serra, em Petrópolis, moradores buscam por algum pertence restante e de notícias sobre amigos e familiares que seguem desaparecidos.

Alef Matheus, de 23 anos, tem um amigo desaparecido, que se chama Gustavo. O jovem e sua família não tiveram a casa atingida, mas o acesso até o local foi comprometido. Ele relata o sofrimento de ver tudo destruído.

“É um caminho difícil, com muita lama, pedra e água. É muito triste ver que aqui, onde cresci, está completamente destruído”, disse ao Metrópoles.

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Antenor Alves, de 69 anos, perdeu oito sobrinhos
João Natã, de 19 anos, perdeu um amigo e tentou buscas pertences no Morro da Oficina
Luciano Gonçalves, de 26 anos, morador que ajuda nas buscas pelos desaparecidos e Petrópolis
Bombeiro usa um tronco para tentar achar vítimas dos deslizamentos que ocorreram na região
Moradora Sueli Alves, 68 anos, chora enquanto vê o local destruído após chuva
Sobreviventes buscam familiares na tragédia
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Sobreviventes buscam familiares na tragédia

Luciano Belfort/Especial Metrópoles
Antenor Alves, de 69 anos, perdeu oito sobrinhos
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João Natã, de 19 anos, perdeu um amigo e tentou buscas pertences no Morro da Oficina
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Luciano Gonçalves, de 26 anos, morador que ajuda nas buscas pelos desaparecidos e Petrópolis
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Bombeiro usa um tronco para tentar achar vítimas dos deslizamentos que ocorreram na região
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Moradora Sueli Alves, 68 anos, chora enquanto vê o local destruído após chuva
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Alef Matheus, de 22 anos, morador do Morro da Oficina, em Petrópolis (RJ)
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Alef Matheus, de 22 anos, morador do Morro da Oficina, em Petrópolis (RJ)

Giulia Ventura/Metrópoles
Populares carregam a vítima em um lençol
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Populares carregam a vítima em um lençol

Luciano Belfort/Especial Metrópoles

Seu pai, Antenor Alves, de 64 anos, lamenta o desaparecimento de, pelo menos, oito sobrinhos na região. “Não sabemos nem pra onde podem ter ido os corpos. Uma delas estava grávida, salvamos o filho mais novo, mas o mais velho sumiu junto com ela”, disse abalado.

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“Dizem que aqui é irregular, mas a gente paga tudo, até IPTU. Só falam que vão fazer alguma coisa em ano de eleição. Eu morro aqui há 33 anos e nunca vi nada como foi dessa vez”.

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Busca por pertences

João Natã, de 19 anos, veio com a mãe Carine Santiago, de 41, em busca de roupas. Os dois perderam a casa durante a queda de um barreira no local, que fica na Região Serrana do Rio.

“Um amigo meu, que conheço desde pequenininho desapareceu. O Gustavo andava de skate comigo aqui nessa rua, ainda está soterrado”, contou o jovem, que também era amigo de Gustavo.

“Viemos atrás de uma gaveta, não tenho nem cueca. Roupas conseguimos umas no abrigo da Igreja, mas não temos mais nada. Minha mãe e minha irmãzinha dividem um colchão que conseguiram por lá, mas eu durmo numa manta”.