João de Deus é denunciado por crimes sexuais pela 15ª vez
De acordo com o MPGO, processo envolve oito vítimas de estupro de vulnerável; João de Deus está há mais de um ano em prisão domiciliar

Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu, nesta sexta-feira (13/8), a 15ª denúncia contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 79 anos, por crimes sexuais. Desta vez, ele foi denunciado por estupro de vulnerável, envolvendo oito mulheres.
De acordo com o órgão, a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Abadiânia, relaciona outras 44 vítimas, mas, em razão dos crimes estarem prescritos ou ter decaído o direito de representação da ofendida, elas figuraram como testemunhas, para reforçar a forma de agir de João de Deus. Os crimes aconteceram na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.
A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Luciano Miranda Meireles, que coordenou a força-tarefa montada pelo MPGO no fim de 2018 para apurar os crimes praticados por João Teixeira de Faria, que vieram à tona após reportagem exibida no programa de televisão Conversa com Bial, da Rede Globo.
Participaram também da investigação os promotores de Justiça Paulo Eduardo Penna Prado, Gabriella de Queiroz Clementino e Renata Caroliny Ribeiro e Silva.
Segundo apontam os promotores de Justiça, os crimes da 15ª denúncia aconteceram entre 1986 e 2017, sendo as vítimas dos Estados de Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo. O promotor de Justiça Luciano Miranda esclarece que, entre as provas apresentadas, estão relatos e testemunhos.
Denúncias e condenações
Das 14 denúncias anteriores contra João de Deus, três já tiveram condenação. 19 anos e 4 meses por violação sexual mediante fraude, na modalidade tentada; violação sexual mediante fraude e dois estupros de vulnerável. 40 anos de reclusão por cinco estupros de vulneráveis e outros 2 anos e 6 meses de prisão por violação sexual mediante fraude contra uma vítimas.
O médium também foi condenado a 4 anos de reclusão por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e por posse irregular de arma de fogo de uso restrito.
João Teixeira de Faria está em prisão domiciliar desde março de 2020, usando tornozeleira eletrônica.

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