Janja revela ter sido assediada duas vezes enquanto primeira-dama. Vídeo
De acordo com a primeira-dama, os episódios de assédio ocorreram durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
atualizado
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A primeira-dama Janja Lula revelou, nesta terça-feira (3/3), durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, que já foi assediada duas vezes durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada”, afirmou Janja.
Sem dar mais detalhes sobre os episódios, Janja questionou como as mulheres estão vulneráveis a episódios semelhantes. “Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados [fui assediada], imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”, disse.
O Metrópoles questionou a assessoria de imprensa da primeira-dama se Janja denunciou oficialmente os episódios de assédio. Em caso de resposta, a reportagem será atualizada.
Janja falou sobre os casos de assédio em uma edição especial do Sem Censura, que tratou sobre combate à violência doméstica e ao feminicídio no Brasil.
Comandado pela apresentadora Cissa Guimarães, o programa ainda contou com a participação da diretora-executiva da organização global No More Foundation, Daniela Grelin, e da diretora de conteúdo e programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino.
Na atração, Janja falou sobre o Pacto dos Três Poderes contra o Feminicídio, programa lançado pelo governo federal em fevereiro que contou com articulação da primeira-dama.
A iniciativa prevê atuação coordenada e permanente de membros dos Três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no país. O acordo reconhece que a violência contra mulheres no Brasil figura como uma crise estrutural que não precisa ser enfrentada por ações integradas.
Entre os objetivos do pacto, está acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar agressores, combatendo a impunidade.










