Ipsos-Ipec: governo Lula melhora, mas percepção geral segue negativa

Mesmo com aumento, pesquisa Ipsos-Ipec mostra que percepção da população segue desfavorável em quase todas as áreas avaliadas

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Lula
1 de 1 Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Pesquisa do Instituto Ipsos-Ipec, divulgada nesta sexta-feira (19/9), mostra que a avaliação positiva da atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu em sete das nove áreas avaliadas pelo levantamento.

Mesmo assim, a percepção da população segue desfavorável, já que a avaliação negativa — ruim ou péssima — sobressai à positiva em quase todos os setores avaliados, com exceção da educação.

A sondagem ouviu duas mil pessoas em todo o território nacional entre os dias 4 e 8 de setembro. O nível de confiança é de 95%.

As áreas com maior proporção de avaliação ruim ou péssima são: o combate à inflação e o controle e corte de gastos públicos, ambos com 49%; e a segurança pública, que aparece na sequência, com 45%.

Veja:

Assim como observado nas divulgações anteriores, a educação se destaca como a área com maior avaliação positiva dentre as nove sondadas, com 38%, seis pontos percentuais a mais que o registrado em junho.

Em contraponto, 35% têm uma visão negativa da área (eram 40% na última medição). Aqueles que consideram regular se mantêm em 26%. A parcela que não sabe ou não respondeu é de 2%.

A política externa/relação do governo com outros países é a única a registrar crescimento da avaliação negativa, aumentando cinco pontos. Consideram a atuação como ruim ou péssima 44% dos brasileiros, ante os 39% registrados em junho.

Os indicadores positivo e regular apresentam pequenas oscilações: o primeiro vai de 28% para 27% e o segundo de 24% para 23%. O número de não souberam/ não responderam é de 6%.

Em relação ao combate à fome e à pobreza, cresceu de 26% para 33% o número de brasileiros que consideram a atuação do governo positiva. A avaliação negativa regride praticamente na mesma proporção, indo de 46% para 40%, enquanto a percepção regular permanece estável, com 26% das menções. Pela amostra, 1% não soube ou não respondeu.

Sobre meio ambiente, 38% dos entrevistados consideram a atuação do governo ruim ou péssima (eram 41% em junho). Em contrapartida, passam de 26% para 30% aqueles que a avaliam como ótima ou boa e oscilam de 28% para 29% quem declaram que é regular. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Já a avaliação positiva da atuação do governo no combate ao desemprego cresceu cinco pontos percentuais, indo de 25% para 30%, enquanto a negativa caiu de 45% para 41% e a regular oscilou de 28% para 27%. Nesse quesito, 1% não soube/não respondeu.

O desempenho do governo na área da saúde segue percebido de forma negativa, sendo considerado ruim ou péssimo por 42% dos entrevistados, seis pontos a menos do que o registrado em junho. Entretanto, a avaliação ótima ou boa subiu de 22% para 28%. Oscilou de 28% para 29% quem acha que é regular. A parcela que não soube/ não respondeu é de 1%.

A avaliação positiva da atuação do governo na área da segurança pública, apresentou uma melhora de seis pontos, variando de 20% em junho para 26% na pesquisa atual. Aqueles que consideram a atuação de Lula como ruim ou péssima recuaram de 52% para 45%, enquanto os que a avaliam como regular passaram de 26% para 28%. 2% não sabe/ não respondeu.

As atuações no combate à inflação e no controle e corte dos gastos públicos são as mais mal avaliadas.

A atuação do governo no combate à inflação é considerada ruim ou péssima por 49% dos entrevistados, enquanto 26% acham que é regular e 21% é ótima ou boa; em junho eram 55%, 24% e 16%, nessa ordem. Nesta rodada da pesquisa, 3% não souberam ou não responderam.

A condução do controle e corte de gastos públicos possui avaliação muito semelhante, visto que também é considerada ruim ou péssima por 49% dos brasileiros, ao mesmo tempo em que 25% acham que é regular e 21% que é ótima ou boa; anteriormente registravam 55%, 23% e 16%. O número de não souberam/ não responderam é de 5%.

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