Ipam: “Triste desfecho se soma à escalada de violência na Amazônia”

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia ainda cobrou de autoridades punição “exemplar” para os culpados do crime contra Dom e Bruno

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Região do Vale do Javari, onde o indigenista e o jornalista desapareceram
1 de 1 Região do Vale do Javari, onde o indigenista e o jornalista desapareceram - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) demonstrou indignação e tristeza com a confirmação das mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira, no Vale do Javari. A organização científica, não-governamental analisou que “o triste desfecho se soma à uma recente escalada de violência marcada por inadmissíveis ameaças contra indígenas, comunidades tradicionais, lideranças ambientais, cientistas, jornalistas e demais pessoas que trabalham pela na proteção e o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, disse em nota.

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta que concluiu o caso envolvendo as execuções de Dom Phillips e de Bruno Araújo Pereira, que estavam desaparecidos desde 5 de junho, como adiantou a coluna Na Mira, do Metrópoles. Os corpos também foram encontrados.

Para o Ipam, é urgente a reconstrução dos planos do Brasil para a Amazônia. “A sociedade brasileira quer um desenvolvimento na Amazônia economicamente próspero, livre de destruição florestal, ilegalidade e violência. Violência esta que tirou, do convívio de seus familiares, amigos e da sociedade, dois profissionais sérios, corajosos e imbuídos por um sentimento de dever para com os brasileiros”, lamentou.

O Ipam ainda pediu punição “exemplar” para os culpados. Os homens que teriam assassinado as vítimas estão sendo procurados. Tratam-se de novos suspeitos no cenário das investigações.

Prisões

A Justiça do Amazonas determinou a prisão temporária de Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, 41 anos, suspeito de envolvimento no desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira.

Dos Santos foi preso na noite de terça-feira (14/6). Ele é irmão de Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que também está preso no município de Atalaia do Norte.

Fontes da Polícia Federal informaram, na tarde desta quarta-feira (15/6), que os dois irmãos confessaram ter matado a dupla, com o envolvimento de outras pessoas.

As mesmas fontes revelaram ao Metrópoles que Pelado teria confessado “parte” do crime. Segundo o relato de um dos integrantes da PF, o suspeito teria dito que sabe quem executou o jornalista e o indigenista, mas que não participou diretamente dos homicídios. Teria, contudo, ajudado a queimar e a enterrar os corpos. Ele levou investigadores ao local onde estariam os corpos das vítimas na tarde desta quarta-feira.

Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua perto do Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar entrevistas com os habitantes daquela região.

De acordo com relatos, o desaparecimento ocorreu no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte.

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