IOF: líder de Lula diz que governo pulou “fogueira” e celebra acordo

José Guimarães sugere mais cortes de gastos, considera que é possível reverter clima e que Lula estará aberto a negociar

atualizado

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Augusto Tenório
O líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE)
1 de 1 O líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE) - Foto: Augusto Tenório

O líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE), considera que o Planalto pulou “uma fogueira” ao acalmar os ânimos com os deputados e garantir que a Casa não votasse a derrubada do decreto do reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Ao Metrópoles, o deputado ainda defendeu que o Executivo encontre maneiras de cortar mais gastos, sem comprometer programas sociais, e encontre mais alternativas de arrecadação.

O governo precisa colocar mais R$ 20 bilhões no cofre este ano para cumprir as regras do Novo Arcabouço Fiscal. Para isso, aumentou o IOF e, depois, diminuiu o reajuste por causa da má reação do Congresso. O recuo foi bem recebido pelos presidentes da Câmara e Senado, e o Planalto enviou uma Medida Provisória (MP) com uma série de cortes e alternativas para arrecadação. O clima mudou e, na segunda (16/6), havia chance de derrubar o decreto do imposto.

“O espírito é assim, há uma crise, você decanta e vão se passando os dias. Aprendi que é preciso paciência e muito diálogo, mas o governo precisa acelerar suas posições. Precisamos acelerar as coisas, estamos pulando uma fogueira votando apenas a urgência, preservando o fundamental, que é o conteúdo do IOF e a MP”, afirmou José Guimarães.

Ele continuou: “Essas duas medidas, elas são essenciais para o país, não para o governo. Acho que isso pesa muito, o conjunto da Casa tem dimensão da importância porque, do contrário, só teremos prejuízos para o Parlamento. É o jogo do perde-perde, do zero a zero, perde o governo e perde o Legislativo. Esta Casa aprovou uma lei chamada Acabou Fiscal, e o governo trabalha para respeitar a lei”.

Na tarde da segunda, ele os ministros palacianos Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil) foram ao encontro do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Lá, os representantes do presidente Lula acordaram que a Casa só votaria o requerimento de urgência para derrubar o IOF, deixando a análise da derrubada em si para julho, após as duas semanas de recesso informal por causa do São João.

José Guimarães ainda garantiu que o governo Lula “não vai pedalar” e diz que só há dois caminhos: “Aumentar arrecadação, sem extravagância, ou contingenciar e bloquear mais recursos. O governo prefere negociar, para buscar uma solução mediada. O novo IOF está aqui nos pontos principais. Você faz um ajuste, aumenta aqui diminui ali”.

Nesse sentido, ele afirmou que é contrário à urgência da derrubada do IOF, que permitirá a análise do texto diretamente em plenário, sem passar por comissões. “Não faz sentido [a urgência], mas foi um entendimento construído. Tem hora que você perde o anel pra não perder os dedos, o fundamental é preservar o conteúdo do IOF e, sobretudo, da Medida Provisória”, disse o líder.

Ele afirmou que o governo pode cortar mais gastos para recuar em alguns pontos na MP. “Estamos abertos a negociar a Medida Provisória. Nunca teve matéria que não seja negociada”, ressaltou.

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