INSS: Lula destina R$ 547 milhões para ressarcir descontos ilegais
MP assinada pelo presidente Lula destina crédito extraordinário paga ressarcir beneficiários que tiveram descontos indevidos

Uma nova medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta semana, destinou crédito extraordinário de R$ 547 milhões para ressarcimento dos beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos. Os recursos vêm do orçamento da própria seguridade social.
A MP 1.378/2026 foi editada para devolver os valores cobrados ilegalmente dos benefícios dos segurados, principalmente de mensalidades de associações, entre 2019 e 2024, sem autorização. O esquema de fraude, estimado em mais de R$ 6 bilhões, foi revelado pelo Metrópoles e desencadeou a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF).
O prazo final para pedir o reembolso se encerrou em 20 de junho. Agora, para saber se tem direito à devolução do valor, o beneficiário deve ligar no número 135 ou procurar uma agência dos Correios.

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Ver todasMas para efetivamente receber o valor, o segurado deve acessar o portal ou aplicativo Meu INSS, fazer o login com CPF e senha da conta gov.br e conferir se há lançamentos na opção extrato de pagamento. A devolução é liberada em até 15 dias úteis.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles- Uma medida provisória (MP) é uma norma com força de lei editada pelo Presidente da República em casos de urgência e relevância. Ela vale desde o momento em que é publicada, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para virar lei definitiva.
Farra do INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.



