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Brasil

INSS e Master: Mendonça diz que atuará com rigor técnico e seriedade

Mendonça afirmou que a corrupção é um problema de todos, mas ressaltou que as autoridades têm o dever de corresponder à confiança do público

15/08/2026 09:39
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro André Mendonça é relator dos inquéritos sobre o escândalo do INSS no Supremo

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que o o papel dele na condução de investigações relacionadas aos casos Banco Master, INSS e ao financiamento do filme Dark Horse será o de atuar com “imparcialidade”.

“Meu papel é ser imparcial. Acho que esse é o meu papel. E o quanto mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que vou corresponder aquilo que a Constituição espera de mim, e por decorrência acho que a própria sociedade”, afirmou Mendonça.

As declarações do ministro, relator dos inquéritos sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foram feitas nessa sexta-feira (14/8), em entrevista ao podcast IterCast.

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Mendonça também falou sobre a condução das investigações e o papel do Judiciário.

“Eu acho que é trabalhar com seriedade. É trabalhar com rigor técnico. É permitir que as pessoas se defendam, que o justo processo com contraditório, com ampla defesa seja exercido, ao mesmo tempo é garantir que haja a devida investigação e persecução quando há indicativos ou evidências de uma prática ilícita”, ressaltou.

O ministro defendeu que os magistrados devem adotar uma postura de maior contenção, sobretudo “para evitar a politização dessas questões. Até porque a corrupção e o dinheiro não têm cor partidária nem ideologia. Ele alcança as pessoas independentemente de sua orientação política”.

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Questionado sobre o dever dos juízes diante da cobrança da sociedade, Mendonça afirmou que a corrupção é um problema de todos, mas ressaltou que as autoridades têm o dever de corresponder à confiança do público.

“A corrupção é um problema de todos nós. E a solução para o problema passa também por todos nós. Agora, isso não exclui que dos agentes públicos, dos magistrados, inclusive, de mim de modo especial, existe um ônus ou uma demanda qualificada”, destacou.

Segundo o ministro, a responsabilidade de corresponder a essa relação de confiança é de “todos os magistrados, de todos os membros do Ministério Público e de todas as autoridades policiais”.