Carlos Viana sobre CPMI do INSS após prisão: “Não é terra sem lei”
Empresário Rubens Oliveira Costa, conhecido como “carregador de mala” do Careca do INSS, foi preso sob a acusação de falso testemunho
atualizado
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, na madrugada desta terça-feira (23/9), ao dar ordem de prisão em flagrante ao economista e empresário Rubens Oliveira Costa, que a “paciência ” tem limites e que a CPMI “não é terra sem lei”.
“Isso aqui não é terra sem lei, nossa paciência tem limites. A nossa determinação não, nós vamos até o fim com esta investigação”, disse ao determinar a prisão em flagrante do empresário.
Viana mandou prender Rubens, que é conhecido como “carregador de mala”, sob a acusação de falso testemunho. O economista e empresário chegou à CPMI na condição de testemunha, mas acabou tendo o status alterado para o de investigado.
O depoente é apontado como um dos sócios de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” e operador financeiro no esquema de fraudes que resultava em descontos indevidos no pagamento de beneficiários do INSS.
“Esse é o nosso objetivo, que a gente consiga todos os dados e as confirmações das informações de quebra de sigilo que nós já temos. Ele é um operador [do esquema], está no centro de toda movimentação [fraudulenta]”, acrescentou Viana.
A ordem de prisão foi dada por Viana ao fim da sessão. A decisão foi tomada pelo próprio presidente, de maneira monocrática, conforme afirmou a jornalistas.
Contraposição de respostas
Nas investigações, Rubens é apontado como um dos operadores financeiros das empresas associadas ao “Careca do INSS”. O relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), indicou contradições no depoimento prestado pelo economista e empresário, ainda durante a tarde.
Gaspar afirmou que o depoente deu informações distintas para uma mesma questão. Segundo o deputado federal, Rubens disse inicialmente que tinha função administrativa, ou seja, não lidava com questões financeiras. No entanto, em outro momento relatou ter conhecimento de como as transações financeiras eram feitas, pois relatou que explicou as tarefas ao sucessor dele nas empresas investigadas.
Rubens foi alvo de dois pedidos de prisão por parte de Gaspar. Um deles foi em flagrante por falso testemunho e ou outro de prisão preventiva. Neste segundo caso, a demanda é encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que designou para cuidar das demandas da CPMI o ministro André Mendonça.
Rubens foi direcionado para a Delegacia da Polícia Judiciária da Câmara dos Deputados ainda nesta madrugada.












