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INSS: comissão do Senado aprova convites para ouvir PF, AGU e CGU

Colegiado de Assuntos Socias do Senado ouvirá os chefes desses órgãos para que eles prestem esclarecimentos sobre descontos indevidos

atualizado

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Carlos Moura/Agência Senado
Na imagem, a sessão da Comissão de Assuntos Sociais de quarta-feira (28/5)
1 de 1 Na imagem, a sessão da Comissão de Assuntos Sociais de quarta-feira (28/5) - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (28/5), convites para ouvir os ministros Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Todos deverão prestar esclarecimentos sobre a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com descontos indevidos de aposentados. O esquema no INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens iniciadas em dezembro de 2023, que levaram à instauração de inquérito pela PF para investigar as cobranças feitas por entidades registradas em nome de laranjas.

A data da audiência pública com as três autoridades ainda não foi definida.

O requerimento de convite aprovado é de autoria dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Damares Alves (Republicanos-DF).

“Acreditamos ser importante que este colegiado do Senado Federal propicie uma oportunidade para que as autoridades envolvidas possam esclarecer à população a sua atuação na identificação deste crime contra os aposentados, bem como que medidas estão em curso para garantir sua punição e a reparação daqueles que foram lesados”, justificaram os parlamentares no requerimento.

Depois do escândalo, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, foi ao Senado falar sobre o caso.

Operação Sem Desconto

Em 23 de abril, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra o esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias do INSS. A farra dos descontos foi revelada pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.

O caso desencadeou uma guerra de versões entre governo e oposição quanto à responsabilidade pelas fraudes, que lesaram milhões de aposentados nos últimos anos.

A oposição acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de omissão diante das denúncias e de permitir que o esquema atingisse cifras bilionárias.

Já os aliados do governo destacam que, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 10 das 11 entidades investigadas pela PF foram autorizadas pelo INSS a realizar os descontos diretamente na folha de pagamento, entre 2019 e 2022.

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