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Brasil

Injúria contra Moraes: Toffoli exclui diálogo de advogado e cliente

Toffoli colocou a ação em sigilo até que a secretaria judiciária coloque tarjas nas conversas sobre caso de injúria contra Moraes em Roma

20/02/2024 11:53
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Carlos Moura/SCO/STF
Ministro Dias Toffoli analisou queixa-crime contra Alexandre de Moraes

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou excluir as conversas entre advogado e cliente do processo que julga o desentendimento ocorrido entre o empresário Roberto Mantovani e a família de Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma, na Itália.

O ministro, relator do caso, colocou a ação em sigilo até que a secretaria judiciária coloque tarjas nas conversas.

Toffoli atendeu a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do advogado Ralph Tórtima, que atua na defesa de Mantovani, para preservar as conversas. No inquérito, a Polícia Federal incluiu trechos de diálogos do empresário com o advogado, expondo estratégias adotadas pela defesa.

Em ofício a Toffoli, Tórtima pediu que tais mensagens fossem desconsideradas.

O ministro entendeu que a exclusão dos diálogos e a preservação do sigilo das conversas respeitam as prerrogativas da categoria.

Polícia Federal concluiu inquérito sobre injúria contra Moraes

Em 15 de fevereiro, a Polícia Federal concluiu que o empresário Roberto Mantovani Filho cometeu crime de injúria contra o filho do ministro Alexandre de Moraes, Alexandre Barci, no Aeroporto de Roma, em julho de 2023, quando o magistrado estava no país com sua família para participar de um evento.

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A conclusão está em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do ocorrido. Na ocasião, o ministro e os familiares teriam sido abordados e ofendidos por brasileiros que os encontraram no terminal. O filho do magistrado teria sido agredido com um tapa.

Após analisar as provas, a PF concluiu que há “materialidade e autoria do crime de injúria” cometido por Roberto Mantovani Filho contra Alexandre Barci.

Os investigados pelas agressões são Roberto Mantovani Filho, Andreia Munarão e Alex Zanata Bignotto. Porém, a conclusão sobre o crime de injúria cabe apenas a Mantovani.