Influenciadora é condenada a 3 anos por atropelar e matar personal

Justiça aponta imprudência na condução e responsabiliza influenciadora por acidente fatal em Manaus

atualizado

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Montagem com foto colorida da influenciadora Rosa Iberê Tavares Dantas e do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos - Metrópoles
1 de 1 Montagem com foto colorida da influenciadora Rosa Iberê Tavares Dantas e do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes sociais

A influenciadora Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a três anos de prisão pela morte do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos, após um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2023, em Manaus (AM). A sentença foi proferida no último domingo (4/5) pela 10ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Cabe recurso.

Rosa foi considerada culpada por homicídio culposo na direção de veículo automotor — quando não há intenção de matar. O juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues concluiu que houve imprudência na condução do carro, fator determinante para o acidente que resultou na morte da vítima.

Além da pena de prisão, a sentença ainda inclui a suspensão da habilitação da influencer e indenização à família da vítima. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

O caso ocorreu na manhã de 31 de agosto de 2023, no cruzamento das ruas Pará e Itannana, no bairro Vieiralves, zona centro-sul de Manaus. A influenciadora dirigia um carro quando tentou cruzar a via da direita para a esquerda. A motocicleta, que era conduzida por Talis, foi interceptada na trajetória.

Com o impacto, o personal foi arremessado e não resistiu aos ferimentos.

Laudos periciais e imagens de câmeras de segurança embasaram a conclusão de que a manobra foi feita de forma irregular e inesperada. Além disso, testemunhas ouvidas durante o processo relataram que o carro saiu da faixa de estacionamento e atravessou a pista de forma repentina, obrigando outros motoristas a frearem. A motocicleta, que vinha logo atrás, não conseguiu evitar a batida.

Em depoimento, Rosa confirmou que dirigia o carro e afirmou que checou o trânsito antes da manobra, mas disse não ter visto a moto. A defesa negou imprudência e atribuiu a responsabilidade ao motociclista, apontando possível excesso de velocidade e falhas na perícia.

O Ministério Público chegou a pedir a absolvição por entender haver dúvida razoável. Ainda assim, o magistrado afirmou que o conjunto de provas é “robusto, coeso e suficiente” para comprovar a violação do dever de cuidado.

O processo foi marcado por controvérsias. A influenciadora deixou o Brasil durante a ação, descumpriu medidas cautelares e teve a prisão preventiva decretada em 2025. Uma tentativa de acordo para encerrar o caso sem condenação também foi rejeitada pela Justiça.

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