Indústria: CNI vê com “preocupação” ameaça de taxação dos EUA

Exportações da indústria de transformação para os Estados Unidos caíram 4,2% em 2025, conforme levantamento da CNI

atualizado

metropoles.com

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Monty Rakusen / Getty Images
Imagem colorida de robótica na indústria
1 de 1 Imagem colorida de robótica na indústria - Foto: Monty Rakusen / Getty Images

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota, nesta terça-feira (2/6), na qual afirma acompanhar com “preocupação” a ameaça norte-americana de impor uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros. A proposta consta da conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo de Donald Trump e divulgada nessa segunda-feira (1°/6).

A análise da instituição mostra que exportações da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,2% em 2025. CNI defende ampliação do diálogo entre os dois países

“A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI sustenta que vai continuar acompanhando o assunto junto às autoridades dos dois paíse com o intuito de “defender soluções que preservem e fortaleçam a parceria econômica bilateral entre os dois países”.

A instituição fez uma análise em dados econômicos nas exportações de 2025. Os dados revelam que no período, os envios de produtos para os Estados Unidos tiveram uma queda de 4,2% em comparação com o ano anterior.

“As vendas do setor ao país totalizaram US$ 30,2 bilhões. Nove dos 15 principais setores da indústria de transformação registraram queda nas exportações no ano passado. As maiores reduções ocorreram em produtos de metal (-31,6%); madeira (-20%); celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%)”, acrescenta a CNI.

Mais cedo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já havia se manifestado. A instituição classificou o relatório norte-americano como de “profunda preocupação”.

“A Fiesp acompanha com profunda preocupação o relatório preliminar da Seção 301, divulgado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A proposta apresentada contém um forte impacto negativo para as relações comerciais bilaterais e na competitividade do Brasil”, diz o comunicado.

O texto foi assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e pelo presidente do Conselho Superior de Relações Exteriores da federação, Roberto Azevêdo.

De onde veio

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs taxar as importações brasileiras em 25% para punir práticas “irrazoáveis”. A proposta consta na conclusão da investigação aberta sobre o Pix pelo governo norte-americano e divulgada nesta segunda. Agora, ela será levada a audiências públicas para discutir o assunto.

A abertura da investigação foi divulgada e 15 de julho do ano passado. O  USTR investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação aos EUA. Entre os exemplos citados estão disputas judiciais entre Brasil e plataformas digitais norte-americanas.

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