Indígenas bloqueiam entrada da COP30: “Ninguém entra, ninguém sai”. Vídeo

Na COP30, indígenas denunciam obras e cobram a revogação do Plano Nacional de Hidrovias para os rios Tapajós, Madeira e Tocantins

atualizado

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Aproximadamente 90 indígenas da etnia Munduruku fecharam a entrada que dá acesso ao pavilhão da COP30, em protesto. A manifestação é articulada pelo Movimento Ipereg Ayu, na manhã desta sexta-feira (14/11), em Belém, onde ocorre o evento da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima. O protesto durou até o início da tarde, quando lideranças foram recebidas por representantes do governo federal.

Veja o vídeo de Daniel Camargos, da Repórter Brasil:

 

Os manifestantes fazem críticas ao governo Lula e ao evento e afirmam que só liberarão a entrada quando o presidente for conversar com eles. Além disso, denunciam obras de infraestrutura que afetam a vida das aldeias da região.

“A gente vai fechar, ninguém entra, ninguém sai, porque ninguém veio pra brincar, ninguém vai rir, ninguém vai tirar selfie, não, é o nosso corpo que está lá, é a negociação que está acontecendo aqui […] quem vai ficar aqui é só a imprensa e vocês têm que sair porque a gente vai ficar no sol quente com essas crianças que estão doentes pra dizer que é sustentável, que é bioeconomia, que está matando a nossa floresta”, diz uma das indígenas.

Ela completa: “Já chega de usar nossa imagem pra dizer que estão bem; nós não temos saúde na nossa aldeia, não tem educação, nosso rio está contaminado com mercúrio por conta do garimpo, o Estado tá matando a floresta, destruindo para colocar ferrovia, hidrovias, portos, para essas empresas internacionais entrarem. A gente não quer mais vocês aqui enquanto Lula não vir falar com a gente. Se ele é um presidente que fala com os melhores chefes de Estado, precisa nos ouvir também”.

Segundo o movimento, os manifestantes pedem reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do Plano Nacional de Hidrovias para os rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Eles reivindicam a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que institui o Plano. Outro pleito é a revogação da Ferrogrão e a aceleração da demarcação de terras indígenas.

A segurança no local foi reforçada. Forças de segurança monitoram a manifestação.

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