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Brasil

Imazon: desmatamento na Amazônia tem queda de 54% entre janeiro a maio

Apesar da queda, o índice continua elevado com a derrubada de 1.542 km² nos primeiros cinco meses da gestão Lula

Repórter de Brasil21/06/2023 21:56, atualizado 21/06/2023 22:34
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Getty Images/ Victor Moriyama
Foto colorida do desmatamento na Amazônia - Metrópoles

O desmatamento na Amazônia teve uma queda de 54% nos primeiros cinco meses de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. Os dados foram divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) nesta quarta-feira (21/6).

Apesar da redução nos índices de destruição, 2023 teve a quarta maior área desmatada nos últimos 16 anos, atrás apenas de 2022, 2021 e 2020. Nos cinco primeiros meses do ano, a Amazônia perdeu 1.542 km² de mata nativa, o equivalente ao território da cidade de São Paulo.

Somente no mês de maio, o desmatamento no bioma teve uma queda significativa de 77%, passou de 1.476 km² em maio de 2022 para 339 km² no mesmo mês deste ano.

“Para intensificar ainda mais o combate ao desmatamento, é necessário que os órgãos ambientais sigam sendo fortalecidos, para que consigam ter capacidade suficiente para impedir a continuidade de atividades como o garimpo ilegal, a invasão de áreas protegidas e a grilagem de terras. E, também, realizar a destinação para a conservação de terras públicas ainda sem uso definido, que estão mais vulneráveis ao desmatamento”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

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Desmatamento nos primeiros cinco meses
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Líder no desmatamento

Ainda segundo os novos dados do Imazon, nos cinco meses deste ano, 78% do desmatamento na Amazônia ocorreu em Mato Grosso, Amazonas e Pará. Juntos, os três estados derrubaram 1.211 km² de floresta.

Os dados mostram a necessidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrar operações de fiscalização e monitoramento nessas regiões para conter o avanço da derrubada de reserva nativa.

O desmatamento no Mato Grosso está concentrado principalmente nos municípios de Colniza, Aripuanã e Apiacás. No Amazonas, a devastação aconteceu principalmente na divisa com Acre e Rondônia, área chamada de Amacro.

“Há uma forte pressão pela expansão agropecuária nessa região, o que tem feito com que ela seja a maior responsável pelo Amazonas estar entre os três estados que mais desmatam”, explica Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.

Em alta, o desmatamento em Roraima registrou aumento de 62%, com a derrubada de 110 km² de reserva nativa contra nos primeiros cinco meses deste ano contra 68 km² destruídos no mesmo período do ano passado.

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