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Brasil

IBGE: Norte e Nordeste têm maior percentual de mortes não registradas

Segundo pesquisa do IBGE, o Brasil não registrou cerca de 3,4% das mortes em 2024. O número é o menor da série histórica, iniciada em 2015

20/05/2026 11:03, atualizado 20/05/2026 17:42
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Foto: Luís Nova/Especial para o Metrópoles (@LuisGustavoNova)
Cemitério número de óbitos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (20/5), a estimativa do número de sub-registros de nascimentos e óbitos no ano de 2024. O percentual de sub-registros de mortes atingiu 3,40%, o menor nível da série histórica, iniciada em 2015. O percentual de subnotificações foi de 1%.

Apesar de apresentarem uma evolução em relação aos anos anteriores, as regiões Norte e Nordeste lideram as estatísticas de sub-registro de mortes.

O sub-registro ocorre quando o nascimento ou o óbito de uma pessoa não é registrado oficialmente em cartório dentro do prazo legal. Já a subnotificação é referente à comunicação de nascimento ou óbito ao Ministério da Saúde.


Veja os números por região: 

  • No Norte, o percentual de mortes não registradas devidamente foi de 11,36% – o número é mais que três vezes maior que a média nacional.
  • Já no Nordeste, o percentual de sub-registros é de 7,84% – mais que o dobro da média do país.
  • O Centro-Oeste registrou 2,25% de óbitos não registrados.
  • No Sul, o número foi de 0,91%.
  • O Sudeste obteve o menor percentual, de 0,76%.
  • Isso significa que, a cada 100 pessoas que morreram na região Norte em 2024, cerca de 11 não tiveram o óbito oficialmente registrado. No Nordeste, o número é de cerca de oito a cada 100 pessoas.

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Número de sub-registros de óbitos é o menor da série histórica (desde 2015)
Brasil não registrou 3,40% dos óbitos em 2024. Regiões Norte e Nordeste têm os piores índices
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Brasil não registrou 3,40% dos óbitos em 2024. Regiões Norte e Nordeste têm os piores índices

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Número de sub-registros de óbitos é o menor da série histórica (desde 2015)
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Óbitos infantis: 1 a cada 10 não são registrados

O número de mortes não registradas oficialmente é consideravelmente menor entre crianças, especialmente entre as menores de 1 ano (considerados pelo IBGE como “óbitos infantis”).

Para essa faixa etária, o percentual de sub-registros de óbitos é de 10,80% – 3,2 vezes maior que a média. O número revela que ao menos 1 em cada 10 óbitos infantis não é registrado oficialmente.

As regiões Norte (26,55%) e Nordeste (17,58%) lideram as estatísticas também para óbitos infantis, seguidas por Centro-Oeste (5,86%), Sul (2,96%) e Sudeste (2,67%).

A taxa de mortalidade infantil é reconhecida internacionalmente como um dos principais indicadores de desenvolvimento humano e compõe o conjunto de indicadores utilizados para monitorar o progresso em metas de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).