IBGE inicia testes nacionais para Censo 2022 nesta quinta (4/11)

Recenseadores aplicarão questionários em 27 lugares das 27 unidades da Federação entreos meses de novembro e dezembro

atualizado 03/11/2021 17:52

Simone Mello/Agência IBGE Notícias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa nesta quinta-feira (4/11) os eventos-teste para o Censo Demográfico de 2022. Recenseadores vão bater de porta em porta de localidades em todas as unidades federativas do país.

Serão cerca de 250 pessoas envolvidas nos testes, sempre com identificação do instituto (boné, colete e dispositivo móvel de coleta de informações) e material de proteção sanitária, como máscara e protetores faciais.

O período de testes vai envolver as diferentes etapas do Censo Demográfico, como treinamento dos recenseadores, modelo misto de entrevista (por telefone ou internet e presencial) e pesquisa acerca das condições de domicílios brasileiros.

O primeiro teste para o Censo de 2022 foi realizado na ilha carioca de Paquetá. A escolha foi feita porque, no início de setembro, o local já contava com 85% da população com esquema vacinal completo contra a Covid-19.

Na ilha, foram coletados dados como idade, gênero, renda e condições de moradia dos cidadãos. Os testes são importantes para checagem do funcionamento de equipamentos e do preparo dos funcionários.

Atraso do Censo

Normalmente realizado a cada 10 anos, o Censo Demográfico já foi postergado duas vezes. O Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2022 reservou R$ 2 bilhões para o Censo, após dois anos de adiamento. Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a equipe econômica tomasse as medidas necessárias para a realização da pesquisa em 2022.

Por lei, o Censo deve ser atualizado a cada 10 anos. Atualmente, estatísticas e informações populacionais baseiam-se em estudos feitos em 2010. A pesquisa tem por objetivo contar os habitantes do território nacional, identificar suas características e revelar como vivem os brasileiros.

No Orçamento sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2021, o valor destinado era de R$ 53 milhões, quantia que inviabilizava o processo.

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