IBGE cancela processo seletivo de 204 mil vagas para o Censo 2022

Em nota, o órgão disse que disponibilizará em seus canais de comunicação o caminho para a devolução das taxas de inscrição já efetuadas

atualizado 18/10/2021 18:22

funcionário do censoLicia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, nesta segunda-feira (18/10), que está cancelado o processo seletivo para a contratação de recenseadores e agentes censitários para o Censo Demográfico de 2022.

O concurso previa a abertura de 204 mil vagas. Ele já havia sido suspenso, em abril deste ano, após aprovação do Orçamento de 2021, pelo Congresso, que reduziu para R$ 71 milhões o valor destinado ao Censo, inviabilizando a realização do certame.

De acordo com o órgão, o contrato com o Cebraspe, banca que seria a organizadora do processo, terminou e não será prorrogado. Em nota, o IBGE explicou que vai disponibilizar em seus canais de comunicação o caminho para a devolução das taxas de inscrição já efetuadas. Enquanto isso, o órgão continua buscando uma nova empresa para organizar o processo seletivo.

Depois de uma batalha judicial, o governo reservará cerca de R$ 2,3 bilhões para a realização da pesquisa. Além de 2021, a pesquisa não foi realizada em 2020 em razão da pandemia de Covid-19. Os últimos dados são de 2010.
Mudança brutal
Antes da pandemia, os concursos do IBGE ofereciam 204.307 vagas temporárias para a realização do Censo Demográfico, os salários iam até R$ 2.100 e havia oportunidades para quase todos os municípios do país.
A distribuição de vagas e salários funcionava da seguinte forma:
  • 181.898 vagas para a função de recenseador: remuneração por produção, de acordo com o número de domicílios visitados e questionários respondidos.
  • 5.450 vagas para a função de agente censitário municipal: salário de R$ 2.100.
  • 16.959 vagas para a função de agente censitário supervisor: salário de R$ 1.700

O Metrópoles entrou em contato com o IBGE, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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