IBGE: comércio formal ocupou 10,6 milhões em 2024
Conforme o levantamento do IBGE, divulgado nesta quarta-feira (29/7), o comércio formal mobilizou R$ 369,2 bilhões em salários e retiradas

O comércio brasileiro ocupou, em 2024, 10,6 milhões de pessoas. A informação consta na Pesquisa Anual de Comércio (PAC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A PAC retrata as características estruturais do segmento empresarial de comércio pelas empresas brasileiras. As principais variáveis cobertas pelo levantamento são:
- emprego e salários;
- receitas de revenda;
- custos e despesas;
- margem de comercialização; e
- distribuição regional da receita.
Conforme o levantamento do IBGE, divulgado nesta quarta-feira (29/7), este setor da economia mobilizou R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2024. Isto aconteceu em meio a uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões.
A receita operacional líquida é resultado da soma referente a três setores: comércio de veículos automotores e motocicletas (R$ 761,3 bilhões), comércio por atacado (R$ 3,8 trilhões) e comércio varejista (R$ 3,2 trilhões).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A Região Sudoeste foi a mais relevante nos quesitos de receita bruta de revenda, salários, pessoal ocupado e unidades locais”, destaca o IBGE.

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Ver todasOutro destaque diz respeito à remuneração. As regiões Sudeste e Sul tiveram valores acima da média nacional, com 2,1 e 2 salários mínimos, respectivamente.
Em 2024, as empresas comerciais pagaram, em média, 1,9 salário mínimo. O comércio por atacado liderou com o maior salário médio, de 2,8 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos, peças e motocicletas e pelo comércio varejista, com 2,1 salários mínimo e 1,6 salários, respectivamente.
Setores
De acordo com o IBGE, o setor varejista respondeu pela maior proporção de empregos do comércio, com 7,6 milhões de trabalhadores, seguido por comércio por atacado, com 2,0 milhões, e o comércio de veículos, peças e motocicletas, com 950,7 mil.
Além disso, as três atividades com maior número de pessoas ocupadas pertencem ao comércio varejista, em primeiro lugar, hipermercados e supermercados, com 1,6 milhão de trabalhadores. Comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica ocupa o segundo lugar, com 887,3 mil trabalhadores, e comércio de material de construção, em terceiro lugar, com 858,5 mil profissionais.
“A análise do emprego no comércio pode ser aprofundada por meio do porte médio das empresas, correspondente ao número médio de trabalhadores por empresa. Em 2024, esse indicador foi de sete pessoas por empresa. O comércio de veículos, peças e motocicletas apresentou porte médio de seis pessoas, enquanto o comércio por atacado e o comércio varejista registraram média de sete pessoas por empresa”, disse o instituto.
Vendas pela internet
O IBGE afirmou que 9,9% das receitas do comércio varejista foram geradas por canais de vendas pela internet, com destaque para o comércio em lojas de departamento, onde 49,6% das receitas foram resultado das vendas online.



