Chefe de comércio dos EUA defende tarifas: "Condições equitativas"
Jamieson Greer afirmou que países investigados não proíbem a exportação de produtos oriundos de trabalho forçado e isso prejudica os EUA

O representante do Comércio dos Estados Unidos (EUA), Jamieson Greer, disse nesta segunda-feira (27/7) que a intenção das tarifas aplicadas a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por trabalho forçado é “garantir que nossos trabalhadores e empresas possam competir em condições equitativas”.
Segundo ele, a investigação constatou que somente poucos países tinham leis que impediriam a exportação de produtos feitos a partir de mão de obra forçada e, mesmo assim, as legislações não eram aplicadas.
“Assim, se estivermos exportando para a Austrália ou algum outro lugar onde seja permitida a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, vamos garantir que haja condições equitativas”, afirmou em entrevista à Fox News.
De acordo com ele, o presidente Donald Trump está eliminando práticas comerciais desleais para fortalecer a competitividade global dos trabalhadores americanos.
Tarifas já estão valendo
As taxas que variam entre 10% e 12,5% começaram a valer na sexta-feira (24/7). Elas foram implementadas depois que uma investigação feita pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) entendeu que cerca de 80 países não implementavam medidas eficazes para evitar o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA investigação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado por Washington para investigar e responder a práticas consideradas injustas ou discriminatórias no comércio internacional.
Segundo o órgão norte-americano, o Brasil foi incluído no grupo de países que “não possuem ou não aplicam de forma efetiva” uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Por isso, recebeu a faixa mais alta da nova política tarifária, de 12,5%.



