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Brasil

Homem é condenado a quase 40 anos por matar a ex em parque de Goiânia

Vítima foi morta a facadas no parque Bosque dos Buritis, em Goiânia. Segundo a PCGO, homem não aceitava o fim do relacionamento

04/09/2026 10:25
Divulgação/PMGO
imagem colorida mulher morta facadas goiania

Goiânia – Johnatan Rodrigues Barbosa foi condenado a 38 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira Cleidslane Henrique de Oliveira. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O julgamento ocorreu na quarta-feira (2/9) na 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia.

O crime ocorreu em 18 de novembro de 2025, no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, na capital goiana. Cleidslane, de 41 anos, foi morta com um golpe de faca no tórax enquanto trabalhava no local.

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), Johnatan e Cleidslane mantiveram um relacionamento por, aproximadamente, oito meses. Durante a convivência, o homem apresentava comportamento controlador e ciumento, chegando a impor restrições às roupas usadas pela companheira.

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O casal também tinha conflitos relacionados às despesas de casa. Segundo a acusação, Johnatan não contribuía com os pagamentos, o que provocou o corte dos serviços de água e energia elétrica.

Não aceitava o fim do relacionamento

Cerca de dois meses antes do assassinato, Cleidslane decidiu terminar a relação. Após a separação, ela passou a cobrar do ex-companheiro valores pendentes.

Segundo as investigações, inconformado com o fim do relacionamento, Johnatan foi até o local onde a ex-companheira trabalhava no dia do crime. Ele permaneceu nas proximidades e, inicialmente, passou pela vítima e cumprimentou um colega dela.

Posteriormente, retornou ao local. Enquanto Cleidslane estava trabalhando, o homem se aproximou de maneira inesperada e a atingiu com uma facada no tórax. Em seguida, deixou o local. A vítima morreu em decorrência do ferimento.

A acusação sustentou que o crime foi cometido em razão da condição de mulher da vítima, dentro de um contexto de violência doméstica e familiar.

O MPGO também apontou que Johnatan utilizou um recurso que dificultou a defesa de Cleidslane, já que ela foi surpreendida enquanto estava concentrada no trabalho.

Jurados rejeitaram tese da defesa

Durante o julgamento, a defesa pediu que o crime fosse desclassificado de feminicídio para homicídio. O Conselho de Sentença, entretanto, reconheceu a autoria e a materialidade do feminicídio e rejeitou a argumentação apresentada pela defesa.

Na definição da pena, o juiz Lourival Machado da Costa considerou elevada a culpabilidade do réu. A sentença destacou que o crime foi cometido durante o dia, no local de trabalho da vítima, e que Johnatan teria dissimulado suas intenções antes de atacá-la.

Os antecedentes do condenado também foram considerados desfavoráveis. Segundo a denúncia, o comportamento agressivo e a violência psicológica já estavam presentes durante o relacionamento.

A pena-base foi estabelecida em 23 anos de prisão. Apesar da confissão, considerada como circunstância atenuante, foram acrescentados outros 15 anos em razão das circunstâncias qualificadoras reconhecidas no julgamento.

Filho adolescente ficou sem a mãe

A sentença também levou em consideração as consequências do crime para a família de Cleidslane. A vítima deixou um filho, de 15 anos, que dependia dela para o sustento e mantinha com a mãe uma relação de afeto e cuidado.

Johnatan estava preso preventivamente desde a fase inicial do processo. Com a condenação, o cumprimento da pena deve começar imediatamente, independentemente da eventual apresentação de recurso, conforme determinação judicial.