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Brasil

Heleno admite doenças em audiência, mas não cita Alzheimer ao STF

Ex-ministro disse sofrer de doenças e usar diversos medicamentos, mas não mencionou o diagnóstico que diz ter desde 2018

27/11/2025 17:03, atualizado 27/11/2025 20:54
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
General Augusto Heleno durante primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista - Metrópoles 3

O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) que foi preso na casa da filha e que possui doenças e faz uso de medicamentos. O militar, porém, não informou que tem Alzheimer.

Preso para cumprir a pena de 21 anos atribuída pelos ministros da Primeira Turma, Heleno relatou que sofre de enfermidades e toma diversos medicamentos. A defesa pediu que a audiência e sua gravação permanecessem sob sigilo.

Como mostrou o Metrópoles, Heleno informou ao Exército que tem Alzheimer desde 2018. A informação veio a público durante exame médico realizado no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde ele está detido.

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Ao relatar doenças preexistentes e sinais de lesões corporais, Heleno declarou “ser portador de demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”.

Com essas informações, fica claro que Heleno já tinha a doença e exerceu o cargo de ministro do GSI durante os quatro anos do governo Bolsonaro enquanto estava em tratamento.

Rotina na prisão

A Força acrescenta que a rotina dos generais seguirá as normas previstas para a custódia de militares. As celas preparadas pelo Exército ficam dentro do CMP com cama, banheiro e ar-condicionado. Caso haja autorização judicial, também poderão receber televisão e frigobar.

Pela primeira vez na história do país, generais de quatro estrelas são presos por tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF condenou os generais por integrar o “núcleo crucial” de uma organização criminosa armada destinada a impedir a posse do presidente eleito em 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Heleno e Paulo Sérgio Nogueira integraram o núcleo que coordenava ações para abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Entre os crimes imputados estavam tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado.