Haddad diz que não “bateu o martelo” sobre concorrer ao governo de SP
Ministro confirmou saída do Ministério da Fazenda, mas disse que ainda negocia sobre candidatura nas eleições em 2026 em São Paulo
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (10/3), que “não está batido martelo ainda” sobre a candidatura dele ao governo do estado de São Paulo.
“Nós estamos conversando, não está batido martelo ainda, mas nós estamos estudando a que concorrer”, afirmou o ministro, que confirmou que vai deixar o comando do Ministério da Fazenda na próxima semana.
Em conversa com jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda, Haddad não confirmou que a saída do governo signifique que ele será candidato ao governo de SP. Questionado sobre qual cargo pretende concorrer, o ministro respondeu: “Nós vamos discutir”.
Além da movimentação por um nome forte na disputa pelo governo paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda a composição de uma chapa que inclua um nome forte para tentar ao menos uma das vagas de São Paulo ao Senado Federal.
Pesquisa
Levantamento divulgado pelo Datafolha no último domingo mostrou que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) é favorito na corrida.
Em cenário estimulado, Tarcísio lidera com 44% das intenções do eleitorado. Neste cenário, Fernando Haddad está em segundo, com 31%. Em seguida, aparecem Kim Kataguiri (União Brasil), com 5%, mesma pontuação de Paulo Serra (PSDB). Depois, vem Felipe D´Avila (Novo), com 3%. Branco/nulo/nenhum representam 11% dos entrevistados, enquanto 1% disse não saber em quem vai votar.
Sucessão
O favorito para assumir o lugar de Haddad é o atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo informações, a ideia é que Durigan dê andamento ao trabalho desenvolvido por Haddad no Ministério, dando um recado claro ao mercado de que não haverá mudanças bruscas na condução da política fiscal.
“O Dario, eu acho que tem uma relação muito boa com o presidente (Lula), de muita confiança, e tem o domínio aqui do Ministério há muitos anos. É um grande gestor público. Mas (a decisão) é uma prerrogativa do presidente anunciar”, frisou Haddad.

