Haddad aguarda “tranquilamente” a inflação dentro da meta em 2026
Questionado sobre juros, Haddad alegou que os cortes da Selic dependem do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (8/7), que a inflação deve ficar dentro da meta em 2026, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% (piso) e 4,5% (teto).
“O Banco Central que tem de ver a evolução da queda, tem questões externas que impactam a decisão, não são só domésticas. O ano que vem, acredito tranquilamente, que vai estar dentro da banda”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.
Veja a entrevista completa do ministro Fernando Haddad ao Metrópoles:
Nesta semana, a autoridade monetária deve comunicar ao Ministério da Fazenda que a meta inflacionária foi descumprida pelo segundo ano consecutivo. No último relatório de política monetária, o BC indicou que o objetivo seria violado.
Ao analisar o avanço da inflação neste ano, o ministro aposta que a inflação continuar arrefecendo “consistentemente”, ficando abaixo dos 5%. Atualmente, o mercado financeiro estima que o índice ficará em 5,18% no fim do ano.
Inflação
Em 2025, a meta é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual, com piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ela será considerada cumprida se oscilar dentro desse intervalo de tolerância.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com índice apurado mês a mês. Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 5,32% nos últimos 12 meses até maio. Se permanecer neste patamar, o país caminha para mais um ano em que o objetivo será desobedecido.
Para junho, o mercado espera que o IPCA seja de 0,23%. A inflação oficial será divulgada nesta quinta-feira (10/7).
Juros
Questionado sobre quando o ciclo de corte de juros pode começar, Haddad avaliou que as eventuais reduções dependem da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro diz que a “alta dos juros deste ano foi contratada na última reunião do Copom do ano passado”, quando Roberto Campos Neto presidia o BC.
“Dá impressão que estou fazendo uma critica pessoal, mas está na ata a contratação do aumento do juro”, disse. “É muito cedo para avaliar a atual gestão do BC, a luz dos acontecimentos do final do ano. Vamos aguardar”, ponderou ele.














