GSI define critérios para uso de emendas parlamentares
Portaria elenca projetos que poderão receber recursos do Congresso e veta seu uso para aumento de salário, criação de cargos, entre outros

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Marcos Antonio Amaro dos Santos, assinou uma nova portaria que estabelece os critérios para a execução de programações de interesse nacional ou regional financiadas por emendas parlamentares.
A portaria dá ênfase “especialmente [a] emendas de comissão permanente (RP 8)”, que são recursos do orçamento federal indicados pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados e do Senado, para os exercícios financeiros de 2026 e 2027.
Especificamente para o uso deste ano, as novas orientações dizem respeito ao gasto dos R$ 15 milhões destinados à Presidência pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, para segurança da informação e cibersegurança nacional. (Veja documento abaixo)
- O GSI é um órgão com status de ministério, ligado à Presidência da República, que é responsável pela cibersegurança de dados do governo federal e pela segurança física do presidente, do vice e de suas famílias.
O que muda
Agora, os parlamentares não poderão mais destinar dinheiro ao GSI, ou por meio dele, com descrições superficiais ou incompletas. Será preciso detalhar a destinação, o que será comprado, qual tecnologia será usada, qual treinamento será necessário, quem vai usufruir do bem ou serviço, entre outras informações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA portaria determina que os recursos devem ser usados estritamente em projetos do GSI, em âmbito nacional e regional, e o próprio GSI deve executar os recursos, ou seja, sem repasses, convênios ou transferências a entes federativos ou entidades privadas, salvo previsão em lei.
O GSI também deverá atualizar os dados sobre as emendas e as destinações do dinheiro público no Cadastro Integrado de Projetos de Investimento (Obrasgov).
“A execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares, no âmbito do GSI, obedecerá às prioridades institucionais definidas no Plano Estratégico Institucional do Órgão e nos planos e programas nacionais vinculados às suas competências, em especial à Política Nacional de Segurança da Informação, à Estratégia Nacional de Cibersegurança e ao Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas”, afirma um artigo da portaria.

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Ver todasExemplos de projetos que podem ser financiados por emendas parlamentares ao GSI:
- Projetos nacionais: compra de tecnologia e softwares, segurança cibernética, proteção contra ataques virtuais, proteção de infraestruturas críticas, prevenção de crises e proteção física de autoridades
- Projetos regionais: modernização de unidades locais do GSI, treinamento e capacitação de servidores regionais e apoio a centros estaduais de resposta a ataques virtuais
Proibições
A portaria ainda lista uma série de ações que são proibidas de serem feitas a partir das emendas parlamentares, são elas:
- Aumento de salários ou benefícios de servidores (ativos, aposentados ou pensionistas)
- Criação de novos cargos ou carreiras
- Contas rotineiras do órgão (como água, luz, limpeza e vigilância contínua)
- Pagamento de dívidas antigas ou precatórios



