GSI ampliou mais de 10 vezes as câmeras para segurança presidencial
Como parte do esforço de segurança no Executivo, gabinete também planeja substituir, em 2026, os vidros do térreo do Planalto por blindados
atualizado
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O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou em mais de dez vezes o número de câmeras de segurança nas áreas de monitoramento da Presidência da República.
Até 2022, eram 62 equipamentos instalados em locais estratégicos, como os palácios do Planalto, da Alvorada e do Jaburu, além da Residência Oficial da Granja do Torto. Com o início do terceiro mandato do petista, esse total saltou para mais de 700 câmeras.
Segundo a Secretaria de Segurança Presidencial, cerca de 700 equipamentos já foram efetivamente instalados não apenas nos palácios presidenciais, mas também em outras áreas consideradas sensíveis, como o Pavilhão das Metas e a via N2, que circunda o Palácio do Planalto.
De acordo com o órgão, restam apenas oito câmeras para conclusão do projeto, localizadas na Residência Oficial do Torto e no Palácio do Jaburu.
Somente no Planalto, local de trabalho do presidente e situado na Praça dos Três Poderes, foram instaladas mais de 300 câmeras, reforçando o sistema de vigilância em um dos pontos mais simbólicos e movimentados da capital federal.
Novos blindados
- Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Paulo Capelli, o GSI vai comprar 23 veículos blindados para renovação da frota usada por Lula, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, por familiares e por chefes de Estado de outros países quando visitarem o Brasil.
- A aquisição, no valor de R$ 5,4 milhões, envolve modelos sedã, SUV, vans e minivans que atuam no comboio presidencial e no deslocamento das equipes de segurança.
- De acordo com o gabinete de segurança, a frota atual sofre com panes frequentes devido ao desgaste dos veículos — alguns com mais de 10 anos de uso — e a dificuldade na manutenção.
- O GSI observa ainda que, além do funcionamento prejudicado pelo desgaste, os veículos perderam sua garantia com relação à blindagem, que é de 7 anos, afetando sua confiabilidade.
Blindagem de vidros no Planalto
O governo planeja substituir, em 2026, os vidros do térreo do Palácio do Planalto por estruturas blindadas, como parte do reforço na segurança da sede do Executivo. A informação foi dada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marcos Amaro, em encontro com jornalistas na última quinta-feira (11/12).
Segundo ele, o cronograma ainda não está definido, mas os estudos técnicos já se encontram em estágio avançado e a expectativa é que o projeto seja encaminhado para licitação nos próximos meses.
O ministro explicou que a execução da obra exige cuidados específicos por se tratar de um edifício tombado, o que impõe a necessidade de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Além das exigências de preservação arquitetônica, o planejamento leva em conta impactos estruturais provocados pelo peso adicional dos materiais de proteção. De acordo com Amaro, essas condicionantes técnicas têm prolongado a fase preparatória do projeto, e não limitações orçamentárias, já que os recursos necessários estão assegurados.
O investimento previsto para a obra gira entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, mas a blindagem também pode ser ampliada para outras áreas.
“Existem outras coisas sendo acrescentadas, então pode variar esse preço. Outras áreas poderão ser blindadas, outros vidros poderão ser blindados, não apenas o piso térreo do Planalto. Dentro do anexo do palácio ou nas guaritas, que ainda não são blindadas, por exemplo. Essas coisas podem ser acrescidas no projeto”, detalhou Amaro.














