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Brasil

Governo segurou dados sobre desmatamento na Amazônia para após a COP

Data de documento publicado hoje pelo Inpe revela que governo sabia desde antes da COP sobre o aumento do desmatamento no país

18/11/2021 20:26, atualizado 18/11/2021 20:36
Alan Santos/PR
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Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite-Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), publicados nesta quinta-feira (18/11), mostram que o desmatamento na Amazônia, nos 12 meses entre agosto de 2020 e julho de 2021, foi o maior para esse intervalo de tempo desde 2006. Com um total de 13,235 mil km² árvores perdidas no último ano, a informação, entretanto, era conhecida pelo governo brasileiro desde antes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26).

A data de 27 de outubro na nota técnica informa que o péssimo resultado já era sabido pelas autoridades, mas apenas agora foi publicado. A COP, que foi realizada em Glasgow, na Escócia, começou quatro dias depois que as informações sobre o desmatamento tinham sido liberadas.

Data da nota técnica mostra que governo já sabia da alta do desmatamento antes da COP26
Data da nota técnica mostra que governo já sabia da alta do desmatamento antes da COP26

Na última segunda-feira (15/11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, diante de empresários e autoridades árabes, que a Amazônia é “úmida” e “não pega fogo”. Em 2020, o mandatário do país fez a mesma observação e afirmou que há uma “seita ambiental” europeia, cujo interesses são estimular uma “briga comercial” para prejudicar o agronegócio brasileiro.

Em uma conversa recente com a imprensa, o presidente chegou a dizer que o Brasil foi “atacado” durante a (COP 26): “Ali [COP] é um local onde quase todos apresentam os problemas para os outros resolverem. Você pode ver. China, Índia, EUA não assinaram nada. Nós somos os que mais contribuímos para a não emissão de gases de efeito estufa e que por vezes mais pagamos a conta, mais somos atacados”, disse o presidente.

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Veja a íntegra do documento, publicado na página do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações:

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