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Brasil

Governo já pediu bloqueio de 5,2 mil sites que promovem bets

Determinação atende a diretrizes da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula que determina a proibição das bets no Brasil

29/09/2026 16:25, atualizado 29/09/2026 16:47
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Governo já pediu bloqueio de 5,2 mil sites que promovem bets

Após Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que determina a proibição de apostas on-line no Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) pediu o bloqueio de 5,2 mil sites que promovem bets. A pasta também solicitou a remoção de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram.

O pedido para bloqueio é enviado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que desde a publicação da MP já determinou a derrubada de 2.387 domínios relacionados à exploração de apostas. A Anatel é responsável por comunicar as provedoras de internet que realizam a restrição de acesso aos referidos sites.

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (29/9), o ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou ainda que órgãos de fiscalização do ministério deram início à uma atuação com o objetivo de remover de conteúdos relacionados à divulgação de apostas irregulares no TikTok e outras redes sociais.

A operação também resultou: 

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  • Remoção de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram utilizados para divulgar, promover ou facilitar o acesso a apostas irregulares;
  • No Telegram, 1.014.722 membros e usuários de canais, grupos e perfis de bets ilegais foram bloqueadois;
  • 186 aplicativos foram notificados para serem retirados das lojas da Apple e do Google até o 6 de outubro;
  • Google, Meta, Youtube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord foram notificadas para retirar a publicidade de bets do ar em um prazo de dez dias.

O secretário de políticas digitais da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, João Brandt, avalia que a MP assinada pelo presidente Lula cria processos que favorece a asfixia financeira das plataformas ilegais.

“Nesse sentido, a proibição viabiliza esse combate, amplia a capacidade do Estado de atuar e aumenta a divisão de responsabilidades, inclusive com a imposição de mais responsabilidade para as plataformas digitais”, avalia Brandt.