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Brasil

Governo faz apuração sobre prática abusiva em leilão de gás de cozinha

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que pediu a apuração de práticas ilegais na comercialização do gás de cozinha

03/04/2026 14:28, atualizado 03/04/2026 18:55
Divulgação/Senado
Fachada do Ministério de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que enviou uma solicitação à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pedindo a avaliação de possíveis práticas abusivas na comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, no mercado brasileiro.

Segundo o ministro Alexandre Silveira, o governo está atento ao cenário internacional e às possíveis repercussões no mercado brasileiro.

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“O mundo vive um momento de tensão no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e exige nossa atenção. No Brasil, não vamos admitir que instabilidades externas sejam usadas como justificativa para práticas abusivas que prejudiquem o consumidor, especialmente quando se trata de um item essencial como o gás de cozinha”, disse.

O pedido acontece após registros de comercialização do produto por meio de leilões em áreas de elevada demanda, com ágios que superam 100% em relação aos preços normalmente praticados em contratos de fornecimento. Essa dinâmica pode provocar encarecimento do combustível e gerar impactos ao consumidor.

Foram comercializadas cerca de 70 mil toneladas de GLP, com preços superiores aos cotados na tabela oficial da companhia.

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Críticas de Lula

Na última quinta-feira (3/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou os leilões de “cretinice” e afirmou que eles foram feitos sem a orientação da direção da Petrobrás.

“Foi cretinagem, cretinice, bandidagem, o que fizeram com o leilão. Sabiam da orientação do governo, da Petrobras: ‘Não vamos aumentar a GLP’. Fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras, e vamos revê-lo. Vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra (no Irã)”, disse em entrevista à TV Record Bahia.