Governo espera que acordo UE-Mercosul entre em vigor em março

Presidente em excercício, Alckmin diz estar “otimista” um dia depois de Motta anunciar que vai acelerar a tramitação em meio às tarifas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente Lula, vice Geraldo Alckmin e ministros durante anúncio da nova linha de crédito para Indústria 4.0 no Palácio do Planalto Metropoles 6
1 de 1 Presidente Lula, vice Geraldo Alckmin e ministros durante anúncio da nova linha de crédito para Indústria 4.0 no Palácio do Planalto Metropoles 6 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse, neste domingo (22/02) que o governo espera que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia entre em vigor já em março. A declaração se dá um dia depois do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciar que irá acelerar a tramitação da proposta.

Em publicação nas redes sociais, o deputado paraibano citou as “incertezas” causadas pelas tarifas do governo dos Estados Unidos. Na última semana, a Suprema Corte do país derrubou o tarifaço, levando o presidente Donald Trump a anunciar dois aumentos globais de 10% e depois 15% nas alíquotas de importação.

O acordo, firmado depois de quase 26 anos de negociação, chegou à Câmara no começo de fevereiro e trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)- um dos principais fiadores do acordo comercial nas últimas duas décadas.

“Nós estamos otimistas que a gente possa internalizar agora em março. E internalizando entra em vigência (…) A expectativa de dia 24 agora de fevereiro, a comissão do Parlasul da Câmara já aprove. Depois segue para o plenário e vai para o Senado Federal. Então, é um acordo histórico. É o maior acordo entre blocos do mundo. 22 trilhões de dólares de mercado, 720 milhões de pessoas”, afirmou Alckmin.

Atualmente o acordo está sob a análise da comissão da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. O relator no colegiado, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apresentou um parecer favorável e deverá ser chancelado em 24 de fevereiro. Depois, segue para uma comissão especial sob a relatoria do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP).

Passadas essas duas fases, a proposta pode seguir para o Plenário da Câmara e, se aprovada, ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal antes de ir para a Presidência.

Entenda o acordo UE-Mercosul

O acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia

Firmado no Paraguai em meados de janeiro, o termo estabelece a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas.

Setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu. Foi esse ponto que causa a resistência de alguns países europeus, como a França, que está sob pressão de produtores que temem o encarecimento dos preços.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?