Governo descarta medidas para compensar fim da taxa das blusinhas
A informação foi dada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), em entrevista ao Metrópoles
atualizado
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O governo não deve adotar novas medidas para compensar a perda de arrecadação com a isenção do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A informação foi dada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), em entrevista ao Metrópoles, nesta quarta-feira (13/5).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu pela derrubada do tributo após meses de discussão interna. Auxiliares defendiam que a medida, implementada em agosto de 2024, trouxe desgaste ao governo e poderia impactar a campanha de reeleição do petista.
Ao Metrópoles, o titular da Secretaria-Geral afirmou que a decisão foi tomada em diálogo com diversos ministérios e “ponderando todos os efeitos”, incluindo econômicos e no consumo da população brasileira.
“O impacto arrecadatório não é um impacto tão significativo para o governo e nesse momento não haverá qualquer tipo de busca de substituição dessa arrecadação”, garantiu o ministro.
Durante a entrevista, Boulos também culpou o Congresso Nacional pela criação da taxa. “Quem criou a taxa das blusinhas foi o Congresso, não foi o presidente Lula. O presidente Lula sancionou a lei, como sanciona 90% das leis que são aprovadas pelo Congresso, mas quem criou foi o Congresso”, disse.
Assista à íntegra da entrevista:
