Governo admite compra de apenas metade das vacinas anunciadas

Em resposta ao Congresso, Ministério da Saúde diz que demais doses foram adquiridas, mas ainda estariam em "fase de negociação"

atualizado 05/05/2021 10:41

Vacina da Pfizer contra a Covid-19 no RioAline Massuca/Metrópoles

O Ministério da Saúde confirmou que somente 280 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 foram contratadas até o momento. Ou seja, metade dos 560 milhões de unidades divulgadas nas peças publicitárias da pasta e em falas públicas do titular do órgão, Marcelo Queiroga.

O número superestimado foi exibido em uma publicação do Ministério da Saúde no Twitter e usado em uma fala de Queiroga do dia 31 de abril. “[Mas] é claro que não dispomos dessas doses no departamento de logística do Ministério da Saúde, até porque há uma carência de vacinas a nível internacional”, destacou o ministro na ocasião.

A confirmação veio como resposta a um requerimento enviado pelo deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) ao Ministério da Saúde, que questionava a quantidade exata de doses. O órgão é obrigado a responder solicitações desse tipo, sob pena de enquadramento do ministro em crime de responsabilidade.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, na resposta, o ministério admite que foram adquiridas 281.023.470 doses de imunizantes contra Covid-19 e que outras 281.889.400 ainda estariam em “fase de negociação”.

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Dos mais de 281 milhões de doses divulgadas mas não confirmadas, 210 milhões são da AstraZeneca, que devem chegar até o fim do ano. No entanto, nenhum contrato que garanta a produção das vacinas nesse período foi assinado.

Na lista, também constam como compradas e sem assinatura oficial doses da Coronavac (30 milhões) e do consórcio internacional Covax Facility (41 milhões), gerenciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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