Governadores de direita se manifestam sobre Bolsonaro: “Brasil chora”

Primeira Turma do STF condenou, nessa quinta-feira (11/9), o ex-presidente e outros sete aliados

atualizado

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Brasília (DF), 11/09/2026 - Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília - Metrópoles
1 de 1 Brasília (DF), 11/09/2026 - Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília - Metrópoles - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

Governadores de direita se pronunciaram nas redes sociais sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista. Entre eles, estão aliados do ex-presidente e cotados para concorrer à Presidência em 2026, como Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro, nessa quinta-feira (11/9), a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar se manter no poder após a derrota eleitoral de 2022. A Corte condenou ainda mais sete aliados do ex-presidente na ação penal da trama golpista.


Condenação

  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nessa quinta-feira (11/9), Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.
  • O julgamento terminou com o placar de 4 x 1: os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação; Luiz Fux votou pela absolvição.
  • As defesas do ex-presidente e de outros sete aliados, que também foram condenados, podem recorrer a recursos previstos na legislação, mas os caminhos são limitados e, em sua maioria, não permitem rever a decisão final tomada pela Primeira Turma.
  • Após a conclusão do julgamento, o próximo passo é a publicação do acórdão, documento que formaliza os votos e a decisão dos ministros.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o “resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido”. O governador tem se movimentado em favor da votação do projeto da anistia, com o objetivo de herdar os votos de Bolsonaro em uma possível candidatura ao Planalto em 2026.

“Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas desproporcionais”, declarou.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pronunciou-se na rede social X, questionando o julgamento: “Justiça ou Inquisição?”

“A condenação de Bolsonaro pela Primeira Turma do STF acirra a divisão do país, e não é disso que precisamos”, alegou o govenador.

Por sua vez, Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, afirmou que é “um dia infeliz que jamais será esquecido pelos brasileiros”.

“Reafirmo meu total apoio ao presidente Bolsonaro. Queridos Flavio Bolsonaro, Eduardo, Michele, Renan, Carlos e Laura, se vocês choram por um pai, o Brasil chora pelo nosso presidente. Força!”, reforçou Castro.

Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, divulgou um vídeo na rede social X, no qual comenta o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

“O Bolsonaro foi condenado por uma suposta tentativa de depor um governo que era dele mesmo, dando um autogolpe. Essa é só uma das inúmeras inconsistências apontadas pelo ministro Fux, entre elas incompetência de foro e cerceamento de defesa e por aí vai”, informou o governador no vídeo.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também lamentou a condenação de Bolsonaro, afirmando que a decisão “já havia sido, de certa forma, antecipada”.

“Primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido. Entendo que o julgamento deveria ter ocorrido no Pleno do Supremo, onde a totalidade da Corte poderia se manifestar e as diferentes interpretações sobre o caso seriam devidamente debatidas — e não apenas em uma turma com cinco ministros”, alegou Caiado.

Ele também reforçou a defesa da “anistia a todos os condenados em razão dos acontecimentos de 8 de janeiro. Por uma questão de pacificação nacional”.

Após a conclusão do julgamento, o próximo passo é a publicação do acórdão, documento que formaliza os votos e a decisão dos ministros. Esse prazo pode se estender por até 60 dias, mas há possibilidade de ocorrer antes.

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