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Brasil

Goiás tem aumento de 197% no número dos casos de chikungunya em 2021

Segundo indicadores do governo estadual, o número registrado em 2021 é o maior desde 2015, ano em que o dado começou a ser disponibilizado

11/12/2021 09:35, atualizado 11/12/2021 10:55
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya

A quantidade de casos de chikungunya em Goiás bateu recordes em 2021: foram 802 registros notificados neste ano, contra 270 em 2020. O índice, que sofreu variação de 197%, chamou a atenção das autoridades públicas de saúde.

Segundo os indicadores do governo estadual, o número registrado em 2021 é o maior desde 2015, ano em que o dado começou a ser disponibilizado. Apesar da alta alarmante nas notificações, não houve registro de mortes pela doença.

Na última quarta-feira (7/12), a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás emitiu um alerta sanitário devido ao período de chuvas e inundações na região. O texto alerta para o risco do aumento de casos de doenças infecciosas, parasitárias e de enfermidades transmitidas por vetores, como é o caso da chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Casos de Chikungunya no Goiás
Casos de Chikungunya em Goiás

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Em maio deste ano, o governo estadual havia emitido um alerta epidemiológico sobre possível surto da doença em todo o estado. O documento detalha as medidas que devem ser tomadas para diagnosticar e notificar casos de chikungunya.

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De acordo com o texto, para controlar a transmissão da doença, é necessário seguir ações de controle vetorial. A recomendação foi enviada às secretarias municipais de Saúde. Entre as orientações, está a fiscalização sanitária de locais como borracharias, lava-jatos, ferros-velhos, cemitérios, depósitos e empresas de recicláveis.

Além disso, o estado orientou que órgãos de saúde pública intensifiquem medidas de controle químico com nebulização de inseticidas e “fumacês”, e potencializem ações de limpeza urbana regular, por meio da coleta de lixo.

Para a população, a recomendação é de fazer a retirada adequada do lixo doméstico; limpar quintais, calhas e piscinas; manter cobertos reservatórios de água (caixas d’água, cisternas, fossas); e impedir acúmulo de água em recipientes.