Goiás: com mais de 200 anos de tradição, Cavalhadas voltam em 2022
Goiás anunciou investimento superior a R$ 1 milhão na restruturação da tradição goiana. Circuito ocorre entre junho e setembro

Goiânia – O governo estadual anunciou nesta quinta-feira (23/9) que vai investir R$ 1,3 milhão na restruturação do Circuito das Cavalhadas. O dinheiro, oriundo do Programa de Interiorização da Cultura, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), deve beneficiar os 12 municípios que realizam a festa. A tradição em Goiás tem mais de 200 anos.
Os recursos irão para aquisição de indumentária dos cavaleiros e acessórios dos festejos, entre outros custeios. O repasse já prevê a retomada do festejo no ano que vem, após dois anos de suspensão por conta da pandemia de Covid-19.
“Sabemos o quanto são importantes saúde, educação, segurança pública, programa social, mas também mantermos a nossa história e tradições. Hoje, com o nível do percentual de vacinação, temos tranquilidade de retornar gradualmente, sem quebrar as regras sanitárias”, afirmou o governador Ronaldo Caiado. “Esperamos, em 2022, fazer as Cavalhadas mais lindas que esse estado já viu”, completou.
Realizado entre os meses de junho e setembro, após os festejos do Divino Pai Eterno, o Circuito das Cavalhadas ocorre em Goiás há mais de dois séculos. Serão cidades-sede no ano que vem: Pirenópolis, Jaraguá, Palmeiras de Goiás, São Francisco, Crixás, Santa Cruz de Goiás, Santa Terezinha, Hidrolina, Pilar de Goiás, Corumbá de Goiás e Posse, além da cidade de Goiás, principal novidade da temporada, que retorna após mais de 50 anos.
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O cenário das Cavalhadas consiste em uma representação das batalhas entre cristãos e mouros na Península Ibérica ocorridas entre os séculos 9 e 15. Dois exércitos, com 12 cavaleiros de cada lado, encenam uma luta coreografada e repleta de ornamentos durante três dias. A batalha encontra a reunião dos Mascarados, personagens que saem às ruas, a pé ou a cavalo, promovendo algazarras.
O primeiro registro data de 1751, em Santa Luzia, hoje Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Remetendo às tradições de Portugal e Espanha, as manifestações mesclam religiosidade, fé, cultura, turismo, economia e valorização do patrimônio imaterial do Estado.








