Goiânia: morre empresário que foi atingido por carro em restaurante

Inquérito da Polícia Civil foi encaminhado à Justiça estadual na quinta-feira. Condutora responderá por homicídio culposo e lesões corporais

atualizado 12/08/2022 12:48

Mesa com clientes é atingida por carro que invadiu restaurante, em GoiâniaReprodução

Goiânia – Morreu, na manhã desta sexta-feira (12/8), o empresário Kléber Sebastião da Silva, a única vítima que ainda estava internada depois de acidente provocado por carro que invadiu um restaurante, no Jardim Goiás, região sul da capital, no último dia 19 de julho.

De acordo com a Polícia Civil, Silva chegou a ficar um tempo internado no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), mas foi transferido no último dia 4 de agosto para o Hospital dos Acidentados, onde morreu.

O empresário teve politraumatismo, precisou passar por algumas cirurgias e necessitou de ajuda de aparelhos para respirar. Com isso, a condutora do veículo, Elisabete Gonçalves Magalhães, também passa a responder por homicídio culposo no trânsito. Ela já foi indiciada por lesão corporal culposa por nove vítimas na última quarta-feira (10/8).

A Polícia Civil concluiu que o carro que invadiu o restaurante não tinha problemas mecânicos. No relatório, a investigação aponta que Elisabete acelerou o carro de forma imprudente, conforme registrado em vídeo de câmeras de segurança do estabelecimento.

Veja vídeo abaixo:

 

 

“O desenvolvimento de velocidade excessiva, incompatível para o local, deveu-se a conduta imprudente da motorista ao acionar o pedal do acelerador de forma errônea”, afirma o relatório. O caso ocorreu no dia 19 de julho, em um restaurante no Jardim Goiás, região sul da capital.

Inquérito

A delegada Érica Botrel encaminhou ao Poder Judiciário o inquérito que indiciou Elisabete por lesão corporal culposa. A defesa da motorista alegou que o relatório da investigação tem “uma série de inconsistências e equívocos”.

A defesa da motorista também afirmou que, caso o Ministério Público não devolva o inquérito policial para novas diligências, irá demonstrar esses “equívocos e consistências” em juízo, mas não deu detalhes.

No inquérito, a polícia explicou que o acidente ocorreu após o carro de Elisabete ter sido atingido por um Chevrolet Cruze e ela ter “perdido o controle da direção” antes de chegar à Avenida Jamel Cecílio.

No entanto, segundo a investigação, a primeira colisão não foi determinante para a perda do controle da direção ou para a aceleração excessiva do veículo, e sim a “conduta imprudente da motorista”.

A delegada descreve que o impacto do veículo no estabelecimento “foi tão violento que proporcionou um verdadeiro cenário de guerra e pânico no local”. Apesar de inicialmente a condutora ter apresentado a versão de pane no acelerador, essa possibilidade foi descartada.

“A falta de domínio do veículo por parte da condutora é evidente nos autos. A versão apresentada foi rechaçada pelas provas técnica e oral realizadas”, explica a delegada.

“Não é possível que o veículo tenha acelerado sozinho”, conclui o relatório.

O resultado dos exames realizados no sistema de aceleração do veículo descartou a possibilidade de aceleração do motor “sem o acionamento do pedal do acelerador”. Além disso, pontuou que a “aceleração é interrompida assim que o pedal é liberado”.

No inquérito policial, há informação de que 11 pessoas, além da motorista, sofreram lesões corporais.

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