GO: servidores denunciam falta de doses em frascos de vacina da Covid

Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde, os casos estão sendo reportados ao Ministério da Saúde; Anvisa analisa reclamações

atualizado 18/04/2021 15:01

Mateus Pereira/GOVBA

GoiâniaA retomada da vacinação de primeira dose contra a Covid-19, na capital goiana, ocorreu neste sábado (17/4), e servidores da Saúde notaram novamente frascos da vacina CoronaVac com menos doses do que o padrão descrito no rótulo.

O problema foi identificado nos últimos lotes do imunizantes do Instituto Butantan e, em reunião com o Governo de Goiás, os profissionais foram orientados a notificar o Ministério da Saúde (MS). Cidades de pelo menos 12 estados reclamaram de terem recebido doses inferiores do que as indicadas nos frascos.

A questão foi levantada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás (Cosems) no último dia 8/4. Depois das denúncias, o instituto responsável anunciou que revisaria a bula da vacina, mas que o uso de seringas e agulhas não recomendadas potencializa a perda do imunizante.

Lotes recentes

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, o problema foi notado, principalmente, nos lotes de imunizantes que chegaram recentemente, mas que os profissionais e os equipamentos usados são os mesmos desde o início da campanha de vacinação.

Ao G1, Amorim afirma que o problema o material usado é basicamente igual. “Mesmo usando as mesmas seringas e praticamente as mesmas equipes, nesse período, principalmente nas últimas remessas, houve maior relato de menor número de doses por frasco. O MS pontuou que vai ser feita uma inspeção junto à Anvisa. Já tem data agendada para que isso seja verificado”.

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), ao longo dos últimos dias, o estado foi informado por diversas cidades sobre os frascos com menos doses. No entanto, a pasta não especifica quantos municípios relataram o problemas. De acordo com a pasta, as queixas foram repassadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao MS.

Por meio da nota, informou que “orienta que estados e municípios registram no formulário técnico quando não for possível aspirar o total de doses declaradas nos rótulos das vacinas” e que a Anvisa está investigando as denúncias.

Relato

Neste primeira dia de retomada em Goiânia, cuja faixa etária de vacinação era idosos a partir dos 62 anos, a técnica em enfermagem Antônia Bastos e Silva notou o problema em um dos fracos. “Foram aspiradas nove doses. Sobrou um restante aqui, mas não vai dar as dez. A gente faz o controle com as seringas e anotações”, disse ela ao portal.

Os frascos são envasados, atualmente, com 5,7 ml de vacina. O profissional de saúde usa 0,5 ml para vacinar uma pessoa, o que deveria levar a uma sobra de 0,7 ml, o equivalente a uma dose extra.

Na última segunda-feira (12/4), a Prefeitura de Goiânia relatou a perda de doses. “Nós já identificamos 4.016 doses em perdas por falta nos frascos. Está tudo documentado, justamente informado no sistema às autoridades competentes”, disse o secretário municipal de saúde de Goiânia, Durval Pedroso.

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