GO: Justiça determina prisão de coronel que matou engenheiro com tiro
Erceli Miguel, 49 anos, saiu de casa para comprar pão e foi morto com tiro no pescoço por Clóvis de Sousa, 62, oficial aposentado da PMGO
atualizado
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Goiânia – O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou a prisão preventiva do coronel aposentado Clóvis de Sousa e Silva, de 62 anos, por assassinar com um tiro no pescoço o engenheiro Erceli Miguel Pinto, de 49.
A morte aconteceu na manhã de 16 de abril deste ano, na porta da casa da vítima, no bairro Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. A determinação pela prisão é do início da tarde desta sexta-feira (3/6).
O oficial aposentado da Polícia Militar de Goiás (PMGO) deve se apresentar nas próximas horas e será recolhido em presídio militar, segundo informações da Polícia Civil. O horário e local em que ele deve se entregar não foram divulgados.
Para o juiz Leonardo Fleury, a liberdade do coronel Clóvis é um risco para o andamento do processo, já que testemunhas ainda não foram ouvidas em juízo. Segundo a investigação do delegado Rogério Bicalho, familiares da vítima foram ameaçados pelo oficial antes do crime. Erceli deixou dois filhos adolescentes e esposa.
Veja vídeo do dia do crime:
“Restou demonstrado pela conduta do denunciado que é pessoa extremamente intolerante e perigosa, porquanto planejou a morte da vítima e a matou covardemente, por motivo fútil, egoístico, o que demonstra seu desvalor pela vida humana e seu nível de agressividade”, disse o promotor Milton Marcolino no pedido de prisão preventiva.
Tiro no pescoço
Para o Ministério Público e a Polícia Civil, o coronel Clóvis planejou e executou o engenheiro Erceli. O oficial da PMGO estava insatisfeito com o resultado da construção de uma casa, feita pelo engenheiro. A família nega irregularidades na obra e disse que estava sendo ameaçada por causa disso.
Na manhã de sábado (16/4), Erceli saiu de casa para comprar pão e se encontrou com o coronel. Após uma conversa rápida, o oficial sacou uma arma e atirou no pescoço da vítima, que morreu rapidamente. O autor do disparo deixou o local andando.
Após cometer o homicídio, o coronel se apresentou na polícia alegando que queria atirar para cima e que o engenheiro o teria empurrado, mas as imagens de uma câmera de monitoramento desmentiram essa versão. A defesa do oficial disse que ele tem doença psicológica e que ele não cometeria outro tipo de crime em liberdade. A reportagem tenta contato com os advogados do réu.
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