GLO: passageiros, bagagens e cargas poderão passar por revista
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) entrou em vigor nessa segunda-feira (6/11) e permite atuação das Forças Armadas em aeroportos e portos

A operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que entrou em vigor nessa segunda-feira (6/11) e permite a atuação das Forças Armadas em aeroportos e portos do Rio de Janeiro e de São Paulo, especificamente no combate ao crime organizado, poderá ter, entre suas ações, a revista de passageiros, bagagens e cargas . A possibilidade foi confirmada nesta quarta-feira (8/11), pelo major-brigadeiro Luiz Guilherme Magarão, comandante da operação pela FAB.
“O decreto prevê que a Força Aérea Brasileira atue junto a outros órgãos no reforço à segurança e no combate a ilícitos como o transporte de drogas e armas. Nós temos designados 600 militares. Esse efetivo está dividido nos aeroportos de Galeão e Guarulhos. Nós poderemos sim participar de revistas aos passageiros, a cargas, a bagagens”, afirmou o major.
Magarão ressaltou, no entanto, que não há a intenção de prejudicar a rotina dos aeroportos. “Estamos ainda no início. Estamos preocupados com os passageiros. Não queremos interferir na rotina deles nem no fluxo das aeronaves”, completou.

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Ver todasO militar destacou que ainda não houve qualquer tipo de apreensão ou autuação por parte da Aeronáutica desde o início da GLO.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCombate ao crime organizado
O uso das Forças Armadas ocorre em três portos e dois aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo. A medida vale até maio do ano que vem. Serão, ao todo, 3,7 mil militares atuando na GLO e no monitoramento das fronteiras do país: só da Marinha, são 1,9 mil.
A ideia é principalmente o combate ao crime organizado, e a expectativa é que a presença dos militares dificulte a circulação de armas, drogas e criminosos pelos terminais de passageiros e de cargas de dois dos estados mais ricos e populosos do país.
Portos e aeroportos afetados
- Porto do Rio de Janeiro;
- Porto do Itaguaí (RJ);
- Porto de Santos (SP);
- Aeroporto Internacional do Galeão (RJ);
- Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
A atuação será realizada de forma articulada com órgãos de Segurança Pública, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).



