Gleisi reage após EUA citarem possível ação militar contra o Brasil

Governo dos EUA falou em usar o “poder militar” do país para “garantir a liberdade de expressão”, ao se referir ao julgamento de Bolsonaro

atualizado

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Gleisi Hoffmann
1 de 1 Gleisi Hoffmann - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou, nesta terça-feira (9/9), a menção do governo dos Estados Unidos de utilização de “poder militar” em decorrência do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o governo norte-americano não tem medo de usar o poder militar e econômico contra o Brasil para garantir a liberdade de expressão.

“Posso dizer que isso é uma prioridade para a administração, e o presidente não tem medo de usar o poder econômico, o poder militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, respondeu Leavitt ao ser questionada sobre o julgamento contra Jair Bolsonaro.

Gleisi Hoffmann defendeu que a menção da Casa Branca acontece em decorrência da ação da família do ex-presidente nos Estados Unidos, em busca de sanções contra o Brasil. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está em território norte-americano desde março, onde tem se articulado com membros do governo em busca de medidas contra a economia brasileira e personalidades.

“A conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil chegou ao cúmulo hoje, com a declaração da porta-voz de Donald Trump de que os EUA podem usar até força militar contra o nosso país. Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias, agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível”, escreveu Gleisi Hoffmann.

A ministra de Lula afirmou que a família do ex-presidente não defende a liberdade de expressão e sim “a liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de estado”.

O STF iniciou o julgamento do ex-presidente e mais sete aliados, acusados de atuarem na tentativa de suposta trama golpista. Bolsonaro e aliados são réus por tentativa de golpe, com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e manter o ex-presidente no poder.

Durante a sessão desta terça, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso, votou pela condenação de Jair Bolsonaro. O magistrado foi seguido por Flávio Dino.

Na questão econômica, o presidente dos Estados Unidos aplicou uma alíquota de 50% a alguns produtos brasileiros vendidos ao mercado norte-americano. Em carta enviada ao presidente Lula, o republicano mencionou Jair Bolsonaro e chamou as condenações contra o político brasileiro de “vergonha internacional”.

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