Gleisi defende que Haddad seja candidato por SP nas eleições deste ano
Segundo a ministra Gleisi Hoffmann, o campo progressista deve “escalar seus melhores quadros” para disputar cargos com a extrema direita
atualizado
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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu, nesta quarta-feira (28/1), que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato por São Paulo nas eleições deste ano. De acordo com Gleisi, o campo progressista precisa “escalar seus melhores quadros” para enfrentar a extrema direita nos estados.
“Eu acho que, numa situação como essa, de enfrentamento grande, que está em risco um projeto de país e a nossa democracia, todos têm de entrar em campo, vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então, defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, sejam candidatos nesse processo”, declarou Gleisi.
“Precisamos escalar os nossos melhores quadros”, completou a ministra, durante café com jornalistas em Brasília.
Segundo a chefe da articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a esquerda e os aliados não têm “o direito de deixar a extrema direita voltar a governar”, e que este é um “compromisso histórico”.
Questionada sobre a preferência de que Haddad seja candidato ao governo ou ao Senado por São Paulo, a ministra afirmou que essa é uma conversa que cabe ao ministro e ao presidente Lula.
Haddad de saída
O chefe da equipe econômica deve deixar o governo a partir do fim de fevereiro, após retornar da viagem que fará à Índia entre 19 e 21 de fevereiro, em comitiva com o titular do Planalto e outros ministros.
Haddad tem dito que pretende se afastar da vida pública e se dedicar mais à leitura e a dar aulas, além de atuar nos bastidores da campanha de Lula à reeleição. Na semana passada, porém, ele disse que ainda não há uma decisão tomada sobre seu futuro político.
O titular da Fazenda é hoje a principal aposta do PT para disputar o governo de São Paulo ou até uma vaga no Senado pelo estado. O principal obstáculo, porém, é a resistência do próprio ministro em voltar a concorrer a cargos eletivos.
As pressões do PT e do próprio presidente da República para que ele entre na disputa em outubro podem levá-lo a rever os planos. O ministro diz ouvir os conselhos de Lula, que trabalha para convencê-lo a disputar o pleito.

