Haddad adia saída da Fazenda e viajará à Índia com Lula em fevereiro
Ministro da Fazenda tinha a intenção de deixar ministério ainda em janeiro. Possível candidatura ao governo de SP ainda não foi decidida
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai viajar à Índia na comitiva presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em fevereiro. Com isso, o chefe da equipe econômica do governo deve adiar a data para deixar o ministério.
A agenda em Nova Delhi acontece entre os dias 19 e 21 de fevereiro, após o Carnaval. Dessa forma, o ministro só sairá da Fazenda a partir do final do mês que vem. Haddad já havia confirmado que deixaria o governo até o final de janeiro por “questões pessoais”.
O chefe da pasta é hoje a principal aposta do PT para disputar o governo de São Paulo ou até uma vaga no Senado pelo estado. O principal obstáculo, porém, é a resistência do próprio em voltar a concorrer a cargos eletivos.
Haddad tem dito que pretende se afastar da vida pública e atuar nos bastidores da campanha de Lula, mas afirmou, na semana passada, que ainda não há uma decisão tomada sobre seu futuro político.
As pressões do PT e do próprio presidente da República para que ele entre na disputa em outubro podem levá-lo a rever os planos. O ministro tem relatado que tem ouvido Lula, que trabalha para convencê-lo a disputar o pleito.
Agenda na Índia
Na capital indiana, a comitiva brasileira participará de um seminário sobre inteligência artificial. Lula também realizará visita de Estado.
Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou as conversas para fortalecer vínculos econômicos e abrir o mercado indiano para produtos brasileiros. O movimento vem na esteira das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, que alertaram sobre a necessidade de reduzir a dependência de parceiros comerciais.
Nesse sentido, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) liderou missão em Nova Delhi, em outubro, com o objetivo de aumentar o fluxo de comércio e investimentos.
Logo após os compromissos na Índia, Lula embarcará para Seul, na Coreia do Sul. No país, o titular do Planalto terá agenda bilateral com foco em abertura de mercados, especialmente para a exportação de carne brasileira ao país asiático.
